Exército americano tem 100 baixas no Iraque em outubro

O Exército dos EUA anunciou nesta segunda-feira a morte do centésimo soldado no Iraque neste mês, em confronto na província de Anbar.Outubro já é o quarto mês mais sangrento para as tropas americanas no Iraque, desde a invasão do país em 2003. As outras taxas mais altas são de 107 em janeiro de 2005, 135 em abril de 2004, e 137 em novembro de 2004. O Exército dos EUA declarou que a última morte foi a de um marine, que morreu em combate neste domingo na província sunita de Anbar, a oeste de Bagdá, um dos locais mais problemáticos para as forças de coalizão e para o Exército do Iraque. O nome do marine não foi divulgado. A violência voltou a aumentar após uma breve diminuída durante os dias sagrados após o fim do Ramadã, e coincide com os esforços americanos para trazer os insurgentes sunitas a um processo de reconciliação. Na última semana houve também um conflito público com o premier Nouri al-Maliki sobre a criação de um cronograma para objetivos políticos e de segurança. As tensões políticas se intensificaram no domingo, quando o vice-presidente Tariq al-Hashemi, importante político sunita, ameaçou renunciar se al-Maliki não se mover rapidamente para erradicar as milícias. Mohammed Shaker, um dos principais assessores de al-Hashemi, afirmou que a ameaça era uma mensagem para o governo sobre o aumento da violência. "Não podemos viver nesta situação indefinidamente", disse Shaker. Al-Maliki depende muito do apoio de algumas organizações políticas xiitas, e tem resistido às pressões americanas para erradicar seus exércitos privados - o Exército Mahdi e a Brigada badr, ala militar do mais poderoso bloco político xiita no Iraque, o Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque.

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