Exército boliviano rejeita ajuda de Chávez

As Forças Armadas da Bolívia recusaram ontem eventuais "intromissões externas" nos assuntos do país. O anúncio foi feito em resposta à declaração do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que na quinta-feira ameaçou apoiar grupos armados na Bolívia caso as manifestações da oposição derrubassem o presidente Evo Morales. O Exército ainda advertiu que não vai mais tolerar os "radicais" que promovem a violência no país."Ao presidente Chávez, lhe dizemos que as Forças Armadas rejeitam enfaticamente intromissões externas de qualquer índole, venham de onde venham, e não permitirão que nenhum militar ou força estrangeira pise em território nacional", afirmou o comandante do Exército, general Luis Trigo. Os militares ainda afirmaram que o fato de eles não terem atuado com violência e utilizado armas para reprimir os protestos não significa que estejam contra a ordem institucional.As manifestações violentas em todo o país causaram profundo dano às instituições bolivianas. Além de grande parte das estradas estar bloqueada, alguns departamentos (Estados) foram obrigados a fechar seus aeroportos por causa das manifestações. O governo elevou ontem para 14 o número de mortos nos confrontos entre a oposição e partidários de Evo na quinta-feira no Departamento de Pando, na região amazônica. O secretário-geral da União Juventude Crucenhista, Alfredo Saucedo, culpou ontem o governo de La Paz pelos protestos na Bolívia. "Evo mandou militares se infiltrarem em grupos civis para incitar a violência e os saques", disse Saucedo. A decisão do presidente Evo Morales, anteontem, de não aceitar a presença do Grupo de Amigos da Bolívia (Argentina, Brasil e Colômbia) em La Paz para atuar como mediador do diálogo governo-oposição, causou preocupação ao governo brasileiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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