Exército chinês usa hackers, acusa empresa

Uma unidade militar da China foi acusada ontem por uma das principais empresas americanas de segurança tecnológica de estar por trás de uma série de ataques cibernéticos contra alvos nos EUA e em outros países. Pouco depois da publicação do relatório pela Mandiant, Pequim negou envolvimento nas ações.

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2013 | 02h02

A acusação foi feita horas antes de a Apple anunciar que alguns computadores de seus funcionários haviam sido invadidos por hackers. Eles seriam os mesmos que atacaram o Facebook na semana passada.

O governo de Barack Obama não se manifestou sobre o relatório da Mandiant. Em novembro de 2011, uma agência de inteligência americana afirmou publicamente que a China é quem mais rouba segredos comerciais dos EUA.

Segundo a Mandiant, foram realizados ataques contra 141 organizações desde 2006. A maioria dos alvos é de empresas com base nos EUA, embora também haja algumas da Grã-Bretanha e do Canadá. Essas operações partiriam de um edifício de 12 andares em Xangai, onde funciona a Unidade 61398 do Exército da China. Cerca de mil membros desse grupo seriam especialistas em tecnologia e muitos têm fluência em inglês.

O Ministério da Defesa da China refutou a acusação e disse que os chineses também são alvo de ataques cibernéticos. "Os ataques de hackers são transnacionais e anônimos. Determinar sua origem é extremamente difícil", disse o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Hong Lei.

A Mandiant é a principal empresa dos EUA na área de proteção contra ataques de hackers. Teve faturamento de US$ 100 milhões no ano passado. O jornal New York Times contratou a companhia para investigar ações de hackers contra seus jornalistas em 2012.

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