Exército confirma toque de recolher em Bangcoc

Governo prepara evacuação de mulheres e crianças

EFE

16 Maio 2010 | 06h25

O Governo da Tailândia declarará neste domingo o toque de recolher em determinadas áreas da zona central de Bangcoc em resposta à violência suscitada pelos confrontos entre manifestantes antigovernamentais e soldados, informaram fontes oficiais.

 

Os distúrbios causaram pelo menos 25 mortos e cerca de 200 feridos desde que o Exército empreendeu na quinta-feira passada uma ampla operação para cercar os milhares de camisas vermelhas que se entrincheiram há cinco semanas no centro comercial da capital.

 

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Exército disse que "será anunciado o toque de recolher necessário em algumas áreas e ruas de Bangcoc, e assim os soldados e policiais poderão diferenciar entre terroristas e cidadãos".

 

Antes, em seu segundo discurso transmitido pela televisão desde o de ontem à noite, o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, insistiu em que os chamados camisas vermelhas da frente antigovernamental têm que pôr fim imediatamente aos protestos.

 

"A melhor forma de prevenir perdas de vidas humanas é terminar com o protesto que representa uma situação que leva à violência, em particular quando os manifestantes possuem armas de guerra", disse o chefe do Executivo.

 

Durante seu discurso, também anunciou que deu instruções ao Ministério da Educação para que adie, por motivos de segurança e até o próximo dia 24 de maio, o início do novo ano letivo que estava previsto para esta segunda-feira.

 

"Os manifestantes têm que retornar a suas casas e o povo deve se manter afastado (da base vermelha)", disse o governante.

 

Os franco-atiradores do Exército tailandês já abateram neste domingo dois manifestantes, quando várias centenas se concentravam nas imediações da zona central de Bangcoc, ocupada pelos camisas vermelhas, disseram testemunhas e fontes médicas.

 

Os dois incidentes ocorreram em uma avenida a leste da base vermelha e no mesmo local no qual durante os últimos três dias várias pessoas morreram por disparos dos soldados.

 

O centro de emergências, que coordena a assistência de saúde, informou que o manifestante recebeu um tiro na cabeça e que morreu quando era levado para o hospital.

 

A outra pessoa atingida por um disparo feito pelos atiradores do Exército foi uma mulher de cerca de 30 anos, que segundo relatos de testemunhas observava os manifestantes de um lado da rua.

 

Segundo o Governo, atrás das barricadas levantadas pelos manifestantes para se proteger de um eventual ataque das forças de segurança há cerca de 6.000 pessoas, um número que os líderes da frente elevam acima de 10.000.

 

Enquanto as ruas próximas à área de conflito continuam quase desertas e bloqueadas por soldados, no resto de Bangcoc, uma cidade com uma extensão de 1.568 quilômetros quadrados, o povo continua com seus afazeres cotidianos.

 

Desde que o dia 12 de março, quando começaram os protestos, pelo menos 53 pessoas morreram e cerca de 1.600 ficaram feridas nos incidentes.

 

Autoridades de saúde tailandesas preparam evacuação de crianças e mulheres

As autoridades de saúde da Tailândia se preparam para evacuar milhares de crianças, mulheres e idosos que se encontram no acampamento dos manifestantes no coração comercial de Bangcoc, que está cercado pelos soldados.

 

O secretário-geral de Instituto Nacional de Serviços Médicos de Emergência, Chatree Charoenchiwakul, disse à imprensa que o centro de operações para segurança pediu sua intervenção para evacuar essas pessoas do acampamento dos chamados camisas vermelhas no menor prazo de tempo possível.

 

A evacuação, sobre a qual os líderes dos camisas vermelhas não se pronunciaram até o momento, será feita pelo pessoal da área de saúde.

 

Esta iniciativa foi anunciada quando o Governo do primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, anunciou o toque de recolher em determinadas áreas de Bangcoc, em resposta à violência suscitada pelos confrontos entre manifestantes da frente vermelha e soldados.

 

Os distúrbios causaram pelo menos 25 mortos e cerca de 200 feridos desde que o Exército empreendeu na quinta-feira passada uma ampla operação para cercar os milhares de camisas vermelhas que se entrincheiram há cinco semanas no centro comercial da capital.

 

Segundo o Governo, atrás das barricadas levantadas pelos manifestantes para se proteger de um eventual ataque das forças de segurança há cerca de 6.000 pessoas, um número que os líderes da frente elevam acima de10.000.

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