Syrian Civil Defense- White Helmets via AP
Syrian Civil Defense- White Helmets via AP

Exército da Síria se afasta para saída de rebeldes e civis de Alepo

Segundo comunicado do regime de Assad, foram criados corredores específicos; nesta quinta-feira, terá início uma 'trégua humanitária' da Rússia

O Estado de S. Paulo

19 Outubro 2016 | 19h57

BEIRUTE - O governo da Síria anunciou nesta quarta-feira, 19, que suas tropas se afastaram da cidade de Alepo, no norte do país, para permitir a saída de rebeldes e civis da região, na véspera de uma “trégua humanitária” promovida pela Rússia.

“Foi ordenada a saída dos civis sem restrições, o transporte dos feridos e a saída sem impedimentos dos combatentes com suas armas dos bairros do leste de Alepo”, disse uma fonte do Ministério das Relações Exteriores sírio em comunicado divulgado pela agência oficial Sana.

Para isso, as tropas do regime sírio interromperam suas operações de combate por um “período determinado”, segundo a nota, e se afastaram para “permitir que os combatentes saiam pelo leste de Alepo por corredores humanitários especiais”. 

Desde terça-feira, uma calma relativa se instalou no leste da cidade depois do anúncio da suspensão dos bombardeios por Rússia e Síria para facilitar o cumprimento da pausa humanitária de amanhã, prevista para durar 11 horas. Ela terá início às 8h (3h de Brasília). O Exército da Rússia informou ter criado oito corredores, seis para civis e dois para combatentes. 

No entanto, vários foguetes atingiram hoje a região de Al Meridian, controlada por tropas do governo, que em resposta abriram fogo contra o distrito de Yamiat al-Zahra, segundo informações do Observatório Sírio de Direitos Humanos. Também houve confrontos em outros pontos de Alepo.

Antes da entrada em vigor da trégua, Assad conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e comunicou que está disposto a “continuar o trabalho para estabelecer uma via política para resolver o conflito”. 

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que a trégua humanitária era um “gesto de boa vontade” e expressou sua esperança de que os Estados Unidos aproveitem a oportunidade para separar de uma vez a oposição dos jihadistas. 

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, pediram hoje, em Berlim, que a Rússia estenda a pausa. / AFP e EFE

 

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