Exército de EUA vê risco em saída do Afeganistão

O principal oficial do exército dos Estados Unidos, o almirante da marinha Mike Mullen, disse ao Congresso norte-americano que a decisão do presidente Barack Obama de retirar até 33 mil soldados do Afeganistão até setembro de 2012 é arriscado, mas coloca os EUA e aos aliados em direção à estabilidade do país. "As decisões do presidente são mais agressivas e implicam maior risco do que eu estava originalmente preparado para aceitar", disse Mullen, presidente do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, ao Comitê de Serviços Armados da Câmara. "Mais forças por mais tempo são, sem dúvida, um caminho mais seguro", acrescentou. "Mas não necessariamente são o melhor caminho. Apenas o presidente, ao final, pode realmente determinar o nível aceitável de risco que devemos tomar. Acredito que tenha feito isso", acrescentou.

AE, Agência Estado

23 de junho de 2011 | 16h10

Em depoimento separado ao Comitê de Relações Exteriores do Senado, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que o exército desejava, por sua vez, que mais tropas permanecessem por um período mais longo. "Acredito que seria totalmente compreensível que o comandante militar desejasse que o máximo de tropas pelo máximo de tempo", disse Hilary. "Mas qualquer comandante militar com o nível de experiência do general Petraeus também sabe que o que ele deseja é apenas parte de uma decisão e que há outros fatores em questão", observou. David Petraeus é o comandante chefe das operações no Afeganistão.

Hoje, no Congresso, os democratas lideraram as críticas ao plano do presidente dos EUA, Barack Obama, de retirar as tropas norte-americanas do Afeganistão, argumentando que o cronograma, que prevê a volta de 33 mil soldados até setembro de 2012, é lento. Ficarão no Afeganistão cerca de 70 mil soldados, que gradualmente serão retirados gradualmente nos dois anos seguintes.

"Tem sido a esperança de muitos congressistas e no país de que uma total retirada das forças norte-americanas ocorresse antes do tempo apresentado pelo presidente e continuaremos a pressionar por um resultado melhor", disse a líder democrata, Nancy Pelosi.

No Afeganistão, o presidente do país, Hamid Karzai, disse que os jovens afegãos irão defender o país com a saída das tropas norte-americanas. Ele agradeceu as forças internacionais pelo apoio prestado e disse que o "povo afegão protegerá sua terra". "A transição da segurança e a retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão significa que as forças afegãs devem ser fortalecidas", disse Karzai do palácio presidencial. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAAfeganistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.