Exército de Honduras cerca Embaixada brasileira

Soldados do Exército de Honduras cercaram hoje a embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital do país, para dispersar dezenas de partidários do presidente deposto, Manuel Zelaya. Os manifestantes se concentravam em frente à embaixada desde a noite anterior.

AE, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 10h44

Segundo o site do jornal hondurenho "La Prensa", houve confronto entre os partidários e as forças oficiais, as quais utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. De acordo com o diário, eles se refugiaram em lojas próximas. Não há registro sobre feridos.

O governo de facto do país ordenou ontem um toque de recolher, ampliado até 18 horas desta terça-feira. Além disso, após o retorno de Zelaya, foram fechados os aeroportos do país. O presidente deposto pediu no dia de sua chegada a seus partidários que fossem para as ruas, desafiando o toque de recolher.

Golpe

Deposto em 28 de junho, Zelaya retornou ontem a Tegucigalpa e pretende retomar o cargo. Porém, o governo do presidente de facto, Roberto Micheletti, recusa-se a permitir a volta de Zelaya ao poder. Micheletti pediu que o Brasil entregue o presidente deposto e afirmou que o País será responsável por qualquer ato de violência que possa ocorrer perto da representação diplomática.

O presidente hondurenho sofreu um golpe militar no momento em que tentava aprovar alterações na Constituição. O Judiciário, o Parlamento e parte da população eram contrários à medida, por considerá-la inconstitucional. As informações são da Dow Jones.

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