Exército de Israel acompanha em alerta situação de Arafat

O Exército israelense foi posto em alerta e acompanha os desdobramentos da crise palestina precipitada pela doença do presidente Yasser Arafat, mas não deslocou tropas para áreas consideradas mais "problemáticas" nos territórios ocupados da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. Israel tem um plano de contingência chamado "nova página" para lidar com um possível caos nos territórios. Hoje, os chefes militares voltaram a discutir as possíveis opções de local para o enterro de Arafat. O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, já deixou claro que não permitirá que o líder palestino - seu rival de longa data - seja sepultado na Esplanada das Mesquitas, no Centro Velho de Jerusalém. Alguns chefes militares não aceitariam sequer um enterro no subúrbio árabe de Abu Dis, na Cisjordânia. O que o governo de Israel mais teme é que um cortejo de centenas de milhares de palestinos tente levar o corpo de Arafat a Jerusalém, para o enterro na Esplanada das Mesquitas. Outro problema potencial, segundo The New York Times, seria a reação de Israel à possibilidade de chefes de Estado de países árabes e islâmicos inimigos do país - como o líder da Líbia, Muamar Khadafi, ou Mohamad Khatami, presidente do Irã - desejarem ir ao funeral. Eles provavelmente viajariam para Amã e tentariam entrar na Cisjordânia cruzando a Ponte Allenby, a principal passagem na fronteira, controlada pelo exército de Israel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.