Exército de Israel apreende credenciais de jornalistas em Belém

O exército israelense apreendeu hoje as credenciais de 17 jornalistas estrangeiros e palestinos que cobriam o conflito entre militares e palestinos armados na Igreja da Natividade, em Belém (Cisjordânia). Os jornalistas foram parados a cerca de 400 metros da Praça da Manjedoura e do complexo da basílica, onde 200 homens armados e cerca de 100 clérigos e palestinos desarmados estão cercados por 21 dias, desafiando uma ordem feita por Israel para que eles se entreguem. Um oficial do exército disse aos jornalistas que eles estavam em uma área restrita e insistiu para que entregassem as credenciais. O exército não emitiu qualquer documento indicando que a área era restrita, como exige a lei. "Aparentemente não houve qualquer fundamento para que as credenciais fossem confiscadas e, por isso, estamos analisando o assunto", afirmou Deuel Peli, advogado que representa os jornalistas estrangeiros. A Associação de Imprensa Estrangeira local conclamou Israel a devolver as identificações dos jornalistas e a "parar com suas tentativas de impedir a cobertura da crise" em Belém. As credenciais, emitidas pelo próprio governo israelense, identificam os jornalistas e lhes dão permissão para que trabalhem em Israel e nas áreas controladas pelo Estado judeu.

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