Exército de Israel bloqueia entrada de líderes cristãos em Belém

Os líderes de várias comunidadescristãs na Terra Santa foram barrados por Israel, nestaquarta-feira, de entrarem na cidade bíblica de Belém, que foiocupada pelas forças israelenses como parte da ofensiva militarna Cisjordânia. O patriarca latino Michel Sabbah, a mais alta autoridadeda Igreja Católica Romana na região, disse que o grupo estava tentando ajudar a levar cuidados médicos aos feridos e enterrar os mortos nos conflitos na cidade. A caravana dos líderes eclesiásticos e cerca de 100sacerdotes e leigos foi interceptada em um posto de checagem deIsrael nos arredores de Belém, bem ao sul de Jerusalém. Osreligiosos ficaram expostos a uma forte chuva segurando cruzes eguarda-chuvas enquanto tentavam negociar seu livre trânsito comas os funcionários do exército. "Nós queremos ver a ocupação de Belém e também deoutras cidades palestinas chegar ao fim", disse o bispoanglicano de Jerusalém, Riah Abu el-Assal. "Todo esse cercomilitar não vai trazer a paz para a área. Pelo contrário, vaiatrair maiores rancores e maior ódio". Os militares israelenses declararam Belém uma áreamilitar fechada, e disseram não poder garantir a segurança doslíderes religiosos em Belém. Tanques israelenses cercaram ali a Igreja da Natividade,construída sobre a gruta onde, segundo a tradição, Jesus nasceu,e na terça-feira ocorreu no local pesado tiroteio em torno daigreja e outros edifícios religiosos. Cerca de 200 palestinos,incluindo dezenas de agentes policiais e militares, procuraramrefugiar-se das tropas israelenses dentro da igreja, um doslugares mais sagrados do cristianismo. Entre os que estavamdentro da igreja, havia 10 atiradores feridos, incluindo um emcondições críticas. Os asilados no interior do templo disseramnesta quarta-fiera que os suprimentos de comida estão acabando. Perto da Praça da Manjedoura, os corpos de quatromembros da Brigada de Mártires de Al Aqsa estavam estendidossobre a calçada nesta quarta-feira, um dia depois de serembaleados e mortos, e as tropas israelenses impediam que elesfossem removidos e enterrados. "Nós vamos ajudar a trazer os feridos para o hospital etrazer os mortos", disse Sabbah, um palestino, enquantoaguardava no posto de checagem. No entanto, depois de permanecer durante uma hora sob achuva e o vento, cantando e rezando, o grupo foi obrigado aretornar a Jerusalém.

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