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Exército de Israel espera ordens do Governo para intervir em Gaza

O Exército de Israel espera nesta segunda-feira ordens do Governo para intervir na faixa autônoma de Gaza, onde se supõe que se encontra o soldado Gilad Shalit, de 19 anos, seqüestrado no domingo por um comando palestino.Fontes palestinas citadas pela rádio pública indicaram que Shalit - capturado em um ataque contra a base militar de Telem, junto à passagem fronteiriça de Keren Shalom - está vivo. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e representantes do Governo do primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, do Movimento Islâmica Hamas - cujos combatentes participaram do seqüestro - instaram os milicianos a libertar o soldado a fim de evitar uma possível invasão de Gaza por parte do Exército israelense.O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, antecipou que seu Governo não aceitará negociar a troca de Shalit por prisioneiros palestinos, o suposto objetivo de seus seqüestradores. Segundo fontes políticas e militares, Olmert e seu ministro da Defesa, Amir Peretz, contêm a ofensiva militar com a esperança de obter a libertação de Shalit, supostamente ferido, sem precisar empreender uma invasão de Gaza.O Exército israelense se retirou desse território, atualmente sob controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP), há quase dez meses, mas, ao contrário do previsto, as facções da resistência palestina continuaram suas operações, especialmente por meio de seus foguetes artesanais Qassam, contra cidades israelenses vizinhas.Olmert responsabilizou Abbas e Haniyeh pela operação da unidade integrada por oito palestinos, dois dos quais perderam a vida após matar dois soldados e seqüestrar Shalit. O grupo também feriu seis efetivos israelenses da base, à qual chegou por um túnel subterrâneo escavado a partir de Gaza.Segundo fontes militares, os comandantes têm já planos prontos para serem executados caso haja uma ação militar para resgatar o soldado seqüestrado. Os milicianos palestinos se identificaram como filiados ao braço armado do Hamas, aos Comitês Populares da Resistência, e a uma nova organização denominada "Exército Islâmico".O motivo da operação, segundo seus porta-vozes, era vingar a morte de mais de 20 civis palestinos mortos em fracassados ataques da Força Aérea israelense contra milicianos de Gaza.A Polícia Nacional em Israel, assim como o Exército nas regiões fronteiriças, estão hoje em alerta diante de possíveis novos seqüestros de seus membros, ou de civis, para capturar reféns que sirvam de troca por alguns dos 8.500 prisioneiros palestinos reclusos em prisões de Israel.

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