Exército de Libertação Nacional é dissolvido

O líder do Exército de Libertação Nacional (ELN) - organização de rebeldes albaneses étnicos na Macedônia -, Ali Ahmeti, afirmou hoje que o ELN foi formalmente dissolvido. A medida foi tomada horas depois que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) terminou a missão de recolher as armas dos guerrilheiros neste convulsionado país balcânico. A Otan prometeu que uma nova força será rapidamente enviada para a Macedônia, a fim de garantir a segurança do país, que ainda vive sob tensa situação. "O envio de uma nova força está sendo organizado na velocidade da luz", declarou o porta-voz da Otan, Mark Laity.Os líderes macedônios (de etnia eslava) e os rebeldes albaneses étnicos assinaram um pacto de paz no dia 13 de agosto, colocando fim a seis meses de confrontos entre os rebeldes de origem albanesa e as forças do governo. Segundo o plano de paz, os rebeldes deveriam entregar as armas, enquanto o Parlamento macedônio, controlado pelos macedônios de etnia eslava, se comprometeu a fazer emendas na Constituição, a fim de garantir mais direitos para a minoria de etnia albanesa. Os rebeldes terminaram de entregar as armas - cerca de 3.900 - na quarta-feira. No entanto, os macedônios não acabaram de fazer as reformas prometidas nem se comprometeram a anistiar os rebeldes, medida considerada crucial pelo secretário-geral da Otan, general Lord Robertson. Os líderes políticos da Macedônia não pareciam impressionados com o anúncio do líder rebelde Ahmeti. "Para nós, o mais importante é que ainda temos 70 mil refugiados, pessoas que, sob a ameaça das armas, foram forçadas a deixar suas casas", afirmou Gjorgji Trendafilov, porta-voz do governo. "Agora é importante garantir a volta dessas pessoas para casa", completou.

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