Exército de Mianmar mata jornalista

O Exército de Mianmar matou a tiros um jornalista detido que cobria os conflitos entre militares e rebeldes étnicos na região da fronteira. Segundo o conselho de imprensa do país, as forças armadas alegam que homem foi morto quando tentou tomar a arma de um soldado durante uma tentativa de fuga.

Estadão Conteúdo

25 de outubro de 2014 | 19h49

De acordo com um depoimento publicado na sexta-feira, Aung Naing foi preso no dia 30 de setembro, após um ataque contra o Exército nas proximidades de Kyaikmaraw, no leste do Estado de Mon. Segundo os militares, uma interrogação teria revelado que o jornalista fornecia informações ao grupo étnico armado Karen. As forças armadas afirmam que Naing foi morto no dia 4 de outubro e enterrado perto de um vilarejo.

"Seja ele um jornalista ou um membro de grupos armados, isso foi uma violação de Direitos Humanos", afirmou integrante do conselho de imprensa, Zaw Thet Htway. "Nós temos que descobrir o que ocorreu."

As circunstâncias da morte levantaram questões sobre se Naing morreu devido a abusos nas interrogações do Exército, disse Shawn Crispin, o principal representante asiático do Comitê para Proteção de Jornalistas, organização com sede em Nova York. "Nós condenamos fortemente o assassinato de Aung Kyaw Naing sob custódia das forças armadas", disse Crispin.

Apesar dos esforços por um acordo nacional de paz para dar fim a seis décadas de conflito, os confrontos entre grupos étnicos armados e tropas do governo ainda ocorrem nas regiões leste, norte e sul de Mianmar. Combates recentes nos Estados de Karen, Shan e Kachin lançam dúvidas sobre um cessar-fogo que deve ser assinado neste ano. Fonte: Associated Press.

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