Exército deixa ruas de capital do Bahrein

Multidão volta à Praça Pérola, em Manama, após o príncipe herdeiro ordenar a não interferência nos protestos da polícia, que substituiu os soldados

REUTERS e EFE, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2011 | 00h00

O comando das Forças Armadas do Bahrein anunciou ontem que o Exército deixou as ruas da capital Manama e foi substituído por policiais. A decisão foi tomada horas depois de grupos de oposição rejeitarem uma oferta de diálogo com a monarquia enquanto os soldados ainda estivessem nas ruas.

Os protestos, cujo objetivo é reivindicar reformas políticas e melhorias nas condições de vida para a população, tiveram início no dia 14 e foram inspirados pelas grandes manifestações na Tunísia e no Egito. Desde então, seis pessoas morreram e centenas ficaram feridas.

Após o anúncio, manifestantes começaram a retornar para a Praça Pérola, epicentro dos protestos. Mas, apesar da ausência de soldados, policiais utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Horas depois, o príncipe herdeiro do Bahrein, Salman ben Hamad al-Khalifa, ordenou à polícia que se mantivesse "à margem" das manifestações e também pediu à população - que ocupou novamente a Praça Pérola - que evitasse confronto com as forças de segurança.

"Ninguém quer negociar com o governo enquanto os militares estão matando pessoas", disse Ibrahim Mattar, de um partido da oposição. Ontem, a União Geral dos Sindicatos do Bahrein convocou uma greve geral por tempo ilimitado a partir de hoje para exigir a liberdade de manifestação, sem intervenção das forças de segurança.

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