Exército descobre laboratório de explosivos em Nablus

Forças do Exército israelense descobriram neste domingo, 25, na cidade de Nablus, na Cisjordânia, um laboratório de explosivos, o segundo desde que na sexta-feira passada iniciou uma operação militar na localidade, cujo centro está sob toque de recolher.A porta-voz militar responsável para a imprensa estrangeira, Avital Leibovitz, disse que no laboratório descoberto em Nablus foram encontrados um míssil, cinco bombas de tubo, numeroso material explosivo, quatro sacos com fertilizantes - usado para fabricar bombas - e munição.A fonte afirmou que se trata do segundo laboratório destas características achado pelo Exército israelense em Nablus, depois de ontem terem localizado cinco bombas de tubo, dois cartuchos e material explosivo em outro ponto desta localidade.Leibovitz acrescentou que, desde o início de 2006, foram descobertos nove laboratórios na Cisjordânia, nos quais milicianos palestinos fabricam artefatos explosivos e armazenam armamento para atacar alvos israelenses."Nablus é um foco de terroristas e estamos tentando impedir que seus atos cheguem a nossa frente, aos centros povoados de Israel em forma de bombas", disse a porta-voz militar ao explicar o objetivo da operação.A porta-voz não precisou até quando durará a ofensiva em Nablus, mas disse que as forças israelenses continuarão ali até cumprirem os objetivos da operação, evitando o risco de ataques a Israel.Fontes palestinas em Nablus informaram que forças israelenses explodiram a casa de Bassam Abu Tri, importante líder local das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e procurado pelos órgãos de segurança israelenses.Abu Tri teria saído da casa de dois andares com a família pouco antes da explosão. O Exército israelense negou essas informações.Além disso, fontes palestinas afirmam que forças israelenses continuam interrogando vários moradores da cidade em um colégio situado nas imediações da parte antiga de Nablus, a "Kasbah".Batalhões das forças especiais Nahal e Golani participam da operação, com o apoio de dois batalhões adicionais de infantaria.Segundo testemunhas, dezenas de veículos militares participam da incursão.Pelo menos 16 palestinos e dois soldados israelenses ficaram feridos durante a operação, enquanto há dezenas de detidos palestinos, segundo fontes locais, embora o Exército israelense garanta que há apenas dois detidos.Além disso, o Exército israelense derrubou cerca de 30 casas na cidade antiga e mantém cercou um hospital da localidade, impedindo o acesso dos feridos, segundo fontes deste centro médico.O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condenou a operação israelense, em comunicado no qual a qualifica de "uma agressão inaudita" e de "um ato de sabotagem" contra o Acordo de Meca.Estes acordos colocaram as bases para um governo de união nacional entre os islamitas do Hamas e os nacionalistas do Fatah, liderado por Abbas.

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