Exército diz ter libertado reféns em quartel no Paquistão

Segundo militares, operação contra talebans foi um sucesso; número de mortos não foi informado

Efe,

10 de outubro de 2009 | 22h38

Forças especiais paquistaneses realizaram neste domingo (hora local) uma ofensiva para libertar entre 10 e 15 reféns que insurgentes talebans mantinham sequestrados no quartel-general do Exército em Rawalpindi, perto da capital do país, Islamabad. Segundo a agência Reuters, no entanto, foram libertados 25 reféns. A operação de resgate foi um sucesso, segundo fontes militares paquistaneses, assegurando que os reféns em sua maioria foram libertados, mas sem informarem o número de mortos no ataque.

 

No sábado de manhã seis soldados paquistaneses e quatro insurgentes morreram em um ataque ao quartel general do Exército, realizado por um comando taleban. Na terceira ação terrorista no país em uma semana, um grupo composto por quase uma dezena de terroristas, vestidos com uniformes oficiais e usando armas automáticas, atacou as instalações militares por volta das 11h45 horário local (2h45 de Brasília).

 

Os insurgentes abriram fogo contra os guardas de um posto de controle situado nas imediações de um acesso ao quartel e, após passar pela primeira barreira, avançaram em direção a um segundo controle, onde foram detidos pelas forças de segurança e se envolveram em um intenso tiroteio.

 

No ataque também aconteceram três explosões de granadas. "Morreram quatro terroristas e seis membros do Exército, entre eles quatro soldados, um coronel e um brigadeiro", detalhou à Agência Efe um porta-voz militar, Atiq Rehman.

 

Após o confronto, que durou em torno de uma hora, o Exército assegurou ter a situação "sob controle" e ter cercado os dois únicos insurgentes que fugiram com vida. No entanto, o porta-voz militar, Athar Abbas, admitiu à Efe horas depois que pelo menos quatro terroristas continuavam no complexo, em um prédio dos serviços secretos militares, onde tomaram como reféns entre dez e quinze membros das forças de segurança, incluindo soldados e funcionários. 

 

A rede de tevê "Dawn" informou, citando uma fonte militar, sobre a libertação de oito dos reféns, sem concretizar a maneira, mas Abbas recusou confirmar à Efe este fato. "Não o confirmo, não vamos dar informações a respeito. As forças de segurança cercaram o prédio e estão fazendo todo o possível para colocar os reféns a salvo", ressaltou.

 

Além disso, as autoridades paquistanesas suspenderam após o ataque e durante várias horas as transmissões de quatro dos canais de televisão mais importantes do país sem dizer a razão, informaram à Efe fontes dos meios de imprensa.

 

Tanto o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, como o primeiro-ministro, Yousuf Raza Gillani, condenaram o atentado e reafirmaram a determinação do Paquistão de lutar contra o terrorismo até sua derrota, segundo comunicados oficiais.

 

De acordo com os meios de imprensa paquistanesas, o movimento Tehrik-e-Taliban Paquistão (TTP), que reúne diversas facções insurgentes, reivindicou a ação terrorista, o terceiro gande ataque registrado no país nos últimos seis dias.

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