Exército do Egito diz não substituir governo 'legítimo'

O exército do Egito assegurou hoje que não atuará como substituto de um governo "legítimo" depois de o presidente Hosni Mubarak ter renunciado ao cargo e transferido o poder para as Forças Armadas. Em uma breve declaração televisionada, um porta-voz militar uniformizado disse que as Forças Armadas anunciarão em breve planos e medidas para que sejam introduzidas as mudanças desejadas pela população.

AE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 17h41

O principal integrante da nova junta militar egípcia, o ministro da Defesa, Mohammed Hussein Tantawi, passava de carro na tarde de hoje pela multidão aglomerada diante do palácio presidencial egípcio quando parou e desceu para agradecer e saudar o povo antes de seguir seu caminho.

Tantawi lidera o Conselho Supremo das Forças Armadas, uma comissão de militares de alto escalão que assumiu o controle do país depois de o vice-presidente Omar Suleiman ter anunciado a renúncia de Mubarak.

Algumas pessoas na multidão reconheceram Tantawi quando ele passava pelo local em um carro com escolta. Quando as pessoas se aproximaram do veículo, Tantawi desceu para agradecer ao povo que protestou durante os últimos 18 dias e que hoje celebrava a renúncia de Mubarak.

A oposição popular a Mubarak estava aparentemente satisfeita hoje depois de ter ouvido promessas dos militares sobre a implementação de reformas que resultariam na realização de eleições justas e livres no país. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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