Exército do Egito envia tropas para evitar novos protestos

O Exército egípcio posicionou tropas neste sábado ao redor do Ministério da Defesa, no Cairo, para impedir manifestações na área depois que um soldado morreu e 373 outras pessoas ficaram feridas em confrontos durantes protestos na sexta-feira contra os generais que governam o Egito, a apenas três semanas da eleição presidencial.

REUTERS

05 Maio 2012 | 11h38

Funcionários da limpeza removeram destroços que ficaram espalhados pelo local após os violentos confrontos de sexta-feira no bairro de Abbasiya.

As ruas estavam calmas, mas entulhadas de pedras e outros objetos, como projéteis, usados pelos manifestantes que enfrentaram os soldados, os quais lançaram gás lacrimogêneo e investiram contra a multidão para removê-la da área ao redor do ministério.

Foi a segunda vez na semana em que irromperam protestos diante do ministério, onde os manifestantes se reuniam para expressar sua revolta com o modo como o Exército do Egito vem conduzindo a problemática transição do governo militar para o civil. Na quarta-feira foram mortas 11 pessoas.

Segundo o Comitê para Proteção dos Jornalistas, entidade com sede em Nova York, 18 profissionais foram atacados, feridos ou presos enquanto cobriam os confrontos.

"Nós pedimos ao governante Conselho Supremo das Forças Armadas que identifique os atacantes e os leve imediatamente à Justiça, e também liberte os jornalistas que estão presos", disse o coordenador do Comitê para o Oriente Médio e Norte da África, Mohamed Abdel Dayem, em comunicado divulgado na sexta-feira.

A eleição presidencial, que terá início em 23 e 24 de maio, vai escolher o substituto de Hosni Mubarak, derrubado em fevereiro de 2011. Depois da queda de Mubarak, os generais passaram a governar o Egito, mas seu regime vem sendo marcado por violência e disputas políticas.

(Por Yasmine Saleh)

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