Exército do Egito reconhece levante 'legítimo' e descarta uso da violência

Comunicado é feito às vésperas de maior protesto convocado contra Mubarak desde terça-feira

Agência Estado

31 de janeiro de 2011 | 16h31

 

CAIRO - O Exército do Egito informou nesta segunda-feira, 31, que "não vai usar violência contra os cidadãos" nos protestos programados para a terça-feira nas principais cidades do país contra o regime autoritário do presidente Hosni Mubarak.

 

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"Estamos cientes e reconhecemos as reivindicações legítimas de nossos cidadãos", disse o corpo militar em nota oficial veiculada pela televisão estatal. O Exército já havia sido acionado em meio às marchas, mas não houve repressão. Há relatos de militares confraternizando com os manifestantes.

 

Ismail Etman, porta-voz das Forças Armadas, anunciou que as tropas garantirão a "liberdade de expressão", mas alertou os manifestantes para não cometer atos "ameaçando a segurança e danificando propriedades".

 

O anúncio do Exército ocorre um dia antes da "marcha do milhão", o maior ato programado em favor da renúncia do presidente Mubarak desde que os protestos tiveram início, na terça-feira passada. Mubarak está no poder há 30 anos.

 

Os distúrbios no Egito foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen e na Jordânia também foram registradas manifestações.

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