Exército do Líbano não tem a experiência de batalha do Hezbollah

O Exército libanês, que conta com 15 mil soldados prontos para deslocar-se para o sul do país até a fronteira com Israel, é formado por 70 mil homens mais preparados para a manutenção da paz do que ações ofensivas. De maioria xiita, o Exército conta também com cerca de 10 mil reservistas, segundo um estudo publicado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com sede em Londres.Segundo os especialistas, apesar de não se tratar de uma força de combate, o Exército pode desempenhar um papel importante na manutenção da segurança e assegurar o fim de grupos armados como o xiita Hezbollah, assim que o Exército de Israel abandone o sul do Líbano.Seus recursos são limitados: dispõe de 310 tanques de assalto, a maioria velhos T-54 e T-55 de fabricação soviética. Conta também com 1.257 veículos blindados de transporte de tropas e 541 peças de artilharia.A Aeronáutica libanesa tem apenas 1.100 homens e a Marinha, 1.000. A Aeronáutica não conta com aviões de combate, apenas com helicópteros equipados com metralhadoras. O Hezbollah tem um número bem menor de combatentes, estimados 6.000, mas o Exército não conta com a experiência de batalha e o zelo religioso que impulsiona o grupo militante.Apesar de não estar participando da guerra travada há quase um mês entre Israel e o Hezbollah, o Exército libanês tem sofrido importantes perdas: 29 soldados morreram e 81 ficaram feridos nos ataques aéreos contra suas posições.Há muito as Nações Unidas, os Estados Unidos e Israel exigem que o Exército libanês assuma posições no sul do país, ao longo da fronteira com o Estado judeu.Mas o governo libanês recusava alegando que não iria agir como polícia de Israel e que o deslocamento sem o acerto de um acordo de paz árabe-israelense criaria o risco de ter seu Exército destruído na eventualidade de uma batalha com o tecnologicamente avançado Exército israelense.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.