Exército do Paquistão diz ter achado 73 corpos em mesquita

Militares revistam o complexo em busca de armadilhas e explosivos

BBC

12 Julho 2007 | 02h23

O Exército do Paquistão disse na quarta-feira, 11, ter encontrado 73 corpos dentro da Mesquita Vermelha, em Islamabad, depois de uma semana de violência entre soldados e atiradores.Autoridades disseram que os rebeldes que ocupavam a Mesquita Vermelha (ou Lal Masjid) foram expulsos do complexo, mas que tropas ainda estão revistando o local para localizar armadilhas e explosivos.O clérigo radical Abdul Rashid Ghazi, que liderou o protesto, está entre os mortos, de acordo com o Exército.Havia o temor de que mulheres e crianças teriam morrido no conflito, mas o porta-voz do Exército, general Washeed Arshad, confirmou que elas não estão entre as vítimas.Dezenas de civis e alguns rebeldes deixaram o complexo depois que tropas invadiram o local na manhã de terça-feira.Dez soldados foram mortos nos combates, que avançaram por 36 horas de sala em sala pela mesquita, até a derrota final dos rebeldes.Cerca de 1,3 mil pessoas conseguiram deixar o complexo durante a semana, mas pelos menos 21 morreram tentando, segundo o Exército.Ainda não está claro quantas pessoas estavam no complexo no dia da invasão.Ameaça da Al-QaedaO líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahiri - que estaria abaixo apenas de Osama Bin Laden na hierarquia da organização - pediu que os muçulmanos se lancem em uma "guerra santa" no Paquistão, em uma fita de vídeo divulgada na quarta-feira.De acordo com a correspondente da BBC em Islamabad Barbara Plett, a mesquita ainda está isolada e não há um relato independente sobre o que aconteceu lá dentro.Segundo ela, nem mesmo o número de mortos está claro ainda. O Exército diz que este dado só estará disponível depois que acabar a revista no local.Ela também diz que muitos paquistaneses apoiaram o governo do presidente Pervez Musharraf na decisão de invadir o local, mas que as autoridades temem uma reação de grupos extremistas. O país está em alerta máximo.Milhares de tropas foram enviadas para a fronteira com o Afeganistão, onde há temores de uma insurgência islâmica.

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