Exército do Peru mata dois membros do grupo terrorista Sendero Luminoso

Confronto ocorreu em Putis, local conhecido por ser rota de tráfico de cocaína

Agência Estado e Associated Press

19 de julho de 2010 | 15h42

LIMA - Dois integrantes do Sendero Luminoso morreram durante um confronto com soldados do Exército do Peru, em uma área da região de Ayacucho, informou nesta segunda-feira, 19, o Comando Conjunto das Forças Armadas.

 

Em comunicado divulgado na noite de domingo, o comando disse que durante o confronto "não houve baixas nem feridos entre os militares". Os rebeldes mortos não foram identificados.

 

O confronto aconteceu em Putis, cerca de 300 quilômetros a sudeste de Lima, local conhecido pela existência de caminhos por onde se leva cocaína até a costa peruana. A localidade, de camponeses quíchuas, também é conhecida porque sua população foi massacrada em 1984. Na época, 123 camponeses foram assassinados pelo Exército, que os considerava colaboradores do Sendero Luminoso.

 

Os remanescentes do grupo em Ayacucho, comandados por Víctor Quispe Palomino, também conhecido como camarada José, localizam-se em áreas inóspitas da selva, onde atuam juntamente com narcotraficantes e combatem as Forças Armadas.

 

Partes da selva de Ayacucho, Junín, Cusco e Huancavelica formam uma zona chamada Vale dos rios Apurímac e Ene, onde se produz quase 50% da cocaína no Peru, segundo maior produtor mundial da substância, atrás apenas da Colômbia.

 

O Sendero Luminoso foi responsável por uma onda de violência terrorista no Peru a partir de 1980, mas foi neutralizado com a captura de seu líder e fundador, Abimael Guzmán, em 1992. Segundo uma Comissão da Verdade, entre 1980 e 2000, quase 70 mil peruanos morreram vítimas da violência, e 46% desses assassinatos são atribuídos ao Sendero Luminoso.

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