Exército do Sri Lanka prepara represália contra atentado suicida

As forças armadas do Sri Lanka lançaram nesta terça-feira uma operação contra um acampamento da guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), depois de um ataque suicida cometido hoje contra um quartel-general do Exército que matou nove pessoas. Segundo fontes militares que pediram para não serem identificadas, a Força Aérea do Sri Lanka atacou uma base da guerrilha dos Tigres no distrito de Triconmalee, no leste da ilha. O ataque aconteceu horas depois que uma suposta rebelde do LTTE cometeu um ataque suicida em frente ao quartel-general do Exército em Colombo, deixando nove mortos e 27 feridos, entre eles o chefe do Exército cingalês, comandante Sarath Fonseka. Este seria o primeiro ataque aéreo do Exército cingalês contra o LTTE desde a assinatura do acordo de cessar-fogo, em fevereiro de 2002. As fontes disseram que o presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapakse, convocou uma reunião de emergência depois de ser informado sobre o atentado, e advertiu aos militares que devem estar preparados para qualquer eventualidade. A missão de supervisão do cessar-fogo no Sri Lanka emitiu um comunicado afirmando que o atentado de hoje "é outro obstáculo para o cessar-fogo e o processo de paz. Provavelmente terá efeitos muito negativos na relação entre o Governo e o LTTE, e dificultará a possibilidade de futuras negociações". Na nota, os supervisores também pediram ao Governo que se "abstenha de realizar alguma represália e que permaneça fiel ao processo de paz". O comunicado também destaca que "quase 300 pessoas morreram em ataques violentos este ano, entre eles mais de 150 civis", e acrescenta que "há uma necessidade urgente de que as duas partes reiniciem as conversas antes que a situação se transforme em um conflito fora de controle, que leve a uma guerra civil".

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 14h36

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