Exército do Sudão afirma que matou 300 rebeldes em Darfur

O exército do Sudão afirmou que conseguiu uma série de vitórias sobre o grupo rebelde mais poderoso da região de Darfur, matando e capturando centenas de pessoas nos últimos dias. O general Al-Tayeb al-Musbah Osman, comandante da região ocidental, disse à agência de notícias estatal que o exército matou pelo menos 300 membros do grupo rebelde Movimento Justiça e Igualdade (JEM, na sigla em inglês) e capturou outros 86, destruindo dezenas de veículos do inimigo.

AE-AP, Agência Estado

17 de julho de 2010 | 11h13

Segundo Osman, 75 soldados sudaneses morreram lutando em cinco regiões do norte do país. Do outro lado, o JEM confirmou que entrou em confronto com as forças do governo, mas disse que as derrotou. As forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Africana na região confirmaram que os combates aconteceram, mas não deram números de vítimas.

O conflito no país começou em Darfur após uma rebelião em 2003 de grupos que acusam o governo de negligenciar a grande região do deserto. A ONU estima que 300 mil pessoas já morreram como resultado dos conflitos, doenças e fugas desde que a batalha começou. Quase 2,6 milhões de pessoas já tiveram de fugir da região.

Em maio, o exército disse que matou centenas de soldados do JEM em Darfur, após o fim das negociações de paz entre os rebeldes e o governo.

Esta semana, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um segundo mandado de prisão contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, acrescentando acusações de genocídio. O primeiro mandado, emitido em março de 2009, acusa Bashir por crimes de guerra e contra a humanidade, entre eles, assassinato, extermínio, tortura e estupro durante a guerra em Darfur. Bashir, no poder há 21 anos, é o primeiro chefe de Estado em exercício a ter uma ordem de prisão expedida pelo TPI.

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