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Exército dos EUA autoriza tratamento de hormônio para soldado Chelsea Manning

Militar teve aprovado pedido para terapia para mudança de sexo e, subsequentemente, ser tratado como prisioneira na prisão

O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2015 | 21h25


WASHINGTON  - O soldado Chelsea Manning, ex-Bradley, acusado de vazar documentos confidenciais do governo americano para o WikiLeaks, teve aprovado nesta quinta-feira, 12, o pedido para terapia de hormônio para mudança de sexo e, subsequentemente, ser tratado como uma prisioneira na prisão do Fort Leavenworth do Exército. A informação foi divulgada pelo site do jornal USA Today, citando um memorando. 

A decisão para administrar terapia de hormônio a um soldado é a primeira do Exército americano. "Depois de avaliar cuidadosamente a recomendação de que (o tratamento de hormônio) é medicalmente apropriado e necessário e pesar todas as garantias e riscos de segurança apresentados, aprovo adicionar o prisioneiro ao plano de tratamento", escreveu a coronel Erica Nelson, comandante do Fort Leavenworth, no Kansas, em um memorando do dia 5. 

Batizado Bradley Manning, o soldado foi condenado a 35 anos de prisão em 2013. Em sete anos, ele poderá pedir liberdade condicional. Manning entrou com um processo contra o governo federal para ter acesso ao tratamento e para ser capaz de viver como uma mulher. Transgêneros não têm permissão para servir ao Exército nos EUA e o Departamento de Defesa não fornece esse tipo de tratamento. O Departamento de Assuntos de Veteranos, no entanto, oferece essa opção. 

O jovem, declarado culpado no fim de julho em 20 das 22 acusações feitas pela promotoria, se livrou de uma condenação à prisão perpétua sem liberdade condicional ao ser inocentado de “ajuda ao inimigo”.

Ele manifestou imediatamente após a sentença seu desejo de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo e adotou o nome de Chelsea. / Com EFE 

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