Exército dos EUA nega querer negociar com WikiLeaks

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, disse hoje que o Exército dos Estados Unidos demonstrou sua prontidão em discutir o pedido do site de ajuda na revisão de documentos confidenciais sobre a guerra no Afeganistão. Mais tarde, porém, o Pentágono afirmou que não estava interessado em negociar o tema.

AE-AP, COM DOW JONES, Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 17h04

Os militares dos EUA afirmam querer evitar que cheguem à internet informações que possam causar problemas a civis afegãos. Assange disse que o contato foi estabelecido na semana passada, entre o Conselho Geral do Exército norte-americano e os advogados do WikiLeaks. O site quer a ajuda do Pentágono para revisar os documentos, a fim de retirar os nomes dos informantes afegãos dos arquivos.

O Wikileaks é especializado em vazar informações da inteligência. O site causou furor entre os militares do Pentágono ao divulgar 76 mil documentos anteriormente. O site anunciou que pretende publicar em breve mais 15 mil documentos secretos norte-americanos em seu poder sobre a guerra no Afeganistão, apesar de alertas emitidos por Washington.

O Pentágono teme que as informações prejudiquem a segurança no país e coloquem pessoas em risco. Apesar disso, um porta-voz da entidade afirmou que "nós não temos contato direto com o Wikileaks". O funcionário também disse que o Pentágono não está interessado em "negociar uma versão maquiada de documentos secretos".

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