Exército dos EUA restringe operações na base militar do Quirguistão

Exército dos EUA restringe operações na base militar do Quirguistão

Voos com passageiros foram desviados para outras regiões, enquanto aviões de carga foram restringidos

09 de abril de 2010 | 22h58

Reuters

 

BISHKEK- O Exército americano reverteu nesta sexta-feira, 9, uma decisão de retomar suas operações normais em sua base no Quirguistão, desviando todos seus voos com passageiros militares e restringindo voos de carga, de acordo com oficiais.

 

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A base aérea de Manas, instalação fundamental na guerra dos Estados Unidos com o Afeganistão, tem sido centro de debates desde que a oposição quirguiz tomou o poder e forçou o presidente Kurmanbek Bakiyev a fugir da capital, Bishkek.

 

O novo governo autoproclamado do Quirguistão já havia afirmado que poderia reduzir o contrato de locação da base, mas chefe interina, Roza Otunbayeva, confirmou nesta sexta a permanência da base aérea no país.

 

Ainda nesta sexta, o porta-voz da base, major Rickardo Bodden, havia afirmado que a instalação militar já estava operando normalmente. Mas o Comando Militar Central dos EUA, responsável pela base, disse mais tarde que todos os voos com passageiros foram suspensos e voos de carga não estão garantidos, sem explicar os motivos da restrição de operações.

 

Um oficial revelou sob anonimato que a medida estava relacionada com a segurança e foi tomada pelo comandante da base.

 

O pessoal da Manas está proibido de deixar a base desde que os confrontos entre a oposição que tomou o poder e forças de segurança começaram na quarta, deixando um saldo de ao menos 76 mortos e mais de mil feridos.

 

Para o Pentágono, a Manas é uma peça fundamental na guerra contra o Taleban, onde cerca de 50.000 soldados passaram apenas no mês passado em direção ao Afeganistão.

 

Sua permanência ou não no país pode ser considerada como um sinal da política a ser adotada pelo novo governo, que pode optar por manter relações próximas tanto com os EUA como a Rússia, a qual considera o Quirguistão parte de sua zona de influência.

 

Um alto oficial russo afirmou na terça-feira que a Manas tinha de ser fechada. "Deve haver apenas uma base no Quirguistão - russa", afirmou.

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