Exército e Fatah al-Islam continuam se enfrentando no Líbano

Soldados realizam batidas em busca de células terroristas do grupo radical

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h47

O Exército libanês e o grupo radical sunita Fatah al-Islam continuam travando nesta terça-feira, 12, violentos combates no acampamento de refugiados palestinos de Nahr al-Bared, informaram fontes militares.Na segunda-feira, três soldados libaneses e dois membros da Cruz Vermelha libanesa morreram e outras duas pessoas foram feridas, entre eles um mediador palestino.O jornal L´Orient-Le Jour informou que o Exército invadiu a casa do chefe do Fatah al-Islam, Chaker Absi, encontrando importantes documentos.Ao mesmo tempo, os soldados continuam promovendo batidas no norte e leste do Líbano em busca de células terroristas do Fatah al-Islam, grupo supostamente vinculado à rede Al-Qaeda.Três pessoas foram detidas, duas em Ghazza e uma em Bar Elias, no vale do Bekaa, onde o Exército descobriu uma célula terrorista e desativou três carros-bombas. Uma autoridade militar, que concedeu entrevista sob anonimato, afirmou nesta terça-feira que o Exército está reforçando suas posições e "fortalecendo os laços" com militantes dentro do campo. A luta no campo de refugiados de Nahr el-Bared já dura 23 dias e já deixou mais de 140 mortos, entre eles pelo menos 20 civis e 60 militantes do Fatah al-Islam. Este é o pior conflito interno desde a guerra civil entre 1975 e 1990. ArmasO enviado especial da ONU para o Líbano, Terje Roed Larsen, disse nesta terça que milicianos estrangeiros e armamento continuam entrando através das fronteiras do país, e ressaltou que informará a situação ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.Larsen fez estas declarações em entrevista publicada hoje no jornal internacional árabe Al Hayat.O enviado afirma que recebeu um relatório detalhado do governo libanês, explicando como seu Exército detectou "violações flagrantes" relacionadas ao tráfico de armas através da fronteira com a Síria. "A avalanche de armas e de combatentes que cruzam a fronteira com a Síria é uma violação às resoluções 1.559 e 1.701, já que ambas exigem o desmantelamento e desarmamento das milícias no Líbano. Vou notificar o Conselho de Segurança sobre estas violações", acrescentou.A resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que colocou fim aos 34 dias de hostilidades entre Israel e as milícias do Hezbollah no Líbano em meados do ano passado, prevê, entre outros, a retirada da milícia do sul do Líbano e sua substituição por uma força internacional de 15 mil soldados sob comando da ONU.Segundo Larsen, o relatório também destaca que o armamento é destinado a várias milícias, algumas delas palestinas.O enviado citou o grupo radical sunita Fatah al-Islam e a Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral como as principais milícias que recebem as armas que entram ilegalmente no país.No entanto, o enviado não mencionou sobre quem pode estar por trás do tráfico de armas e do rearmamento dos grupos armados.Matéria ampliada às 10h03 para acréscimo de informações

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