Exército egípcio persegue militantes no Sinai, dizem fontes

Forças de segurança egípcias detiveram na terça-feira quatro militantes armados que se preparavam para explodir um gasoduto na localidade de El Arish, na península do Sinai, segundo fontes de segurança.

MARWA AWAD, REUTERS

16 de agosto de 2011 | 19h47

Essas fontes disseram que a chamada Operação Águia, parte de uma onda de repressão a grupos armados nessa região do nordeste do Egito, começou nesta semana, depois de diversos ataques contra as forças de segurança desde a deposição, em fevereiro, do presidente Hosni Mubarak.

"Guardas capturaram quatro militantes no local do gasoduto. Eles possuíam explosivos e armas", disse à Reuters um funcionário de segurança que pediu anonimato.

O duto é alvo de muito ressentimento por parte dos egípcios, que acham que o governo de Mubarak vendia gás a Israel abaixo do preço de mercado. A instalação já foi atacada cinco vezes neste ano.

Militantes têm formado alianças com beduínos armados, cujos redutos são as montanhas do Sinai. Em 30 de julho, uma delegacia de El Arish foi atacada, resultando na morte de um oficial do Exército, dois policiais e três civis.

A população da região tem um histórico de ressentimento contra o governo central no Cairo, que se empenha em impor sua autoridade nessa região desértica que faz fronteira com Israel e a Faixa de Gaza.

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