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Exército indiano diz que terroristas podem ser paquistaneses

Ministro do Paquistão assegura que seu país 'não está envolvido de nenhuma maneira'; 125 morreram em ataques

Agências internacionais,

27 de novembro de 2008 | 14h34

Um alto comandante militar indiano confirmou nesta quinta-feira, 27, que um paquistanês foi preso e afirmou que os outros terroristas envolvidos nos ataques de Mumbai (ex-Bombaim) "parecem ser paquistaneses". Em declarações à televisão local, o general R.K. Huda disse que nas conversas interceptadas os terroristas falavam punjabí, língua falada na província paquistanesa do Punjab e também em uma região com o mesmo nome em território indiano. Logo após o anúncio do militar indiano, o ministro da Defesa paquistanês assegurou que seu país "não está envolvido de nenhuma maneira" nos atentados.   O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, que está em Nova Délhi para negociações de paz, também declarou à uma rede de TV indiana que não se deveria culpar a ninguém até que a investigação sobre os ataques sejam concluídas. "Nossa experiência nos diz que não deveríamos nos apressar em nossas conclusões", continuou.   Veja também: Índia acusa estrangeiros por ataque; mortos chegam a 125 Polícia liberta reféns de um dos hotéis na Índia Assista ao vídeo com cenas dos ataques  Não há vítimas brasileiras em ataques na Índia, diz Consulado Ligação da Al-Qaeda com ataques na Índia é improvável   O comentário pareceu ser uma resposta à declaração do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, que nesta quarta-feira afirmou que quem estava por trás dos atentados em Mumbai se encontrava "fora do país". A Índia tem como inimiga o Paquistão, nação muçulmana com a qual já entrou em guerra em três ocasiões. Os dois países possuem armas nucleares.   Na terça-feira, homens fortemente armados abriram fogo em sete pontos da cidade indiana, considerada centro financeiro do país. Segundo a rede CNN, a polícia afirmou que o número de mortos chegou a 125, além de outros 327 feridos. Os homens chegaram de barco, na quarta-feira, e se espalharam para atacar dois hotéis cinco-estrelas, a principal estação de trem da cidade, um hospital, um restaurante popular e um centro judaico.   Segundo S.S. Mukherji, vice-diretor do Grupo Oberoi de hotéis, cerca de 200 pessoas seriam reféns no luxuoso hotel Trident. O jornal El País informa que forças especiais do Exército indiano estão dentro do Hotel Oberoi combatendo os extremistas.   Segundo a polícia, nos ataques os militantes usaram armas automáticas e dispararam indiscriminadamente. A agência Press Trust da Índia divulgou que o grupo Deccan Mujaheddin, pouco conhecido, assumiu a responsabilidade pelos ataques, em e-mails enviados a vários meios de comunicação.   Em julho de 2006, Mumbai foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixaram quase 190 mortos e mais de 700 feridos. Nesse incidente, bombas foram detonadas em trens nos horários de maior movimento. A polícia indiana acusou a agência de inteligência do Paquistão de estar por trás do planejamento daqueles ataques, executados por militantes islâmicos. O Paquistão negou as alegações.

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