Exército iraniano desmente ameaça contra Israel

O exército iraniano rejeitou nesta quarta-feira um comunicado de um alto comandante da Guarda Revolucionária em que o oficial afirmara que Israel seria o primeiro alvo de uma retaliação iraniana, em resposta a um eventual ataque dos Estados Unidos.O general Alireza Afshar, um porta-voz das Forças Armadas, disse que o comunicado de Mohammad Ebrahim Dehghani representa "seu ponto de vista e que não tem validade no que diz respeito aos oficiais do exército iraniano", informou a agência de noticias iraniana Entekhab.Dehghani teria dito na quarta-feira que em caso de um ataque americano contra Teerã, "o primeiro alvo" seria Israel. Sua ameaça reforçou um pedido do presidente iraniano para que Israel fosse "varrido do mapa" e aumentou a preocupação internacional sobre as ambições nucleares do Irã. O estadista israelense Shimon Peres reagiu às ameaças de Deghani com um pedido para que o Irã encerre seu programa nuclear. Peres também advertiu: "Lembre-se de que Israel é excepcionalmente forte e sabe se defender".Dehghani, que serviu como porta-voz durante as manobras da Guarda Revolucionária do mês passado, foi descrito por uma agência iraniana como um general. Ele disse à agência que os exercícios militares foram executados antes do previsto para enviar uma mensagem aos Estados Unidos e seus aliados contra qualquer plano de um ataque militar. O presidente americano George W. Bush disse que uma saída militar ainda permanece na mesa de opções caso o Irã não concorde com as exigências internacionais e encerre seu programa nuclear. Contudo, Bush salientou que Washington queria resolver a questão através de diplomacia. Os Estados Unidos, Reino Unido e França devem emitir uma resolução do Conselho de Segurança tornando obrigatória as exigências anteriores para que o Irã pare o enriquecimento de urânio. A resolução adotada sob o Capítulo 7 da Cartilha da ONU pode ser reforçada por sanções ou mesmo ação militar. Contudo, Rússia e China, apesar da preocupação sobre o caso nuclear, afirmam que não há evidencias de que Teerã ambicione um programa bélico e se opõem a sanções.

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