REUTERS/Ahmed Saad
REUTERS/Ahmed Saad

Exército iraquiano diz que vitória em Mossul pode ser declarada a qualquer momento

Enquanto soldados comemoram, jihadistas do Estado Islâmico prometem ‘lutar até a morte’

O Estado de S.Paulo

08 Julho 2017 | 19h32

MOSSUL - O Estado Islâmico prometeu "lutar até a morte" em Mossul neste sábado, 8, ao mesmo tempo em que comandantes militares do Iraque afirmam que podem retirar totalmente a cidade das mãos dos rebeldes a qualquer momento.

Dúzias de soldados iraquianos comemoraram entre os destroços às margens do Rio Tigre, sem esperar uma declaração formal de vitória. Alguns dançaram ao som da música que tocava em um caminhão e apontavam metralhadoras para cima.

O clima estava menos festivo, no entanto, entre os aproximadamente um milhão de habitantes de Mossul deslocados há meses em razão dos combates, muitos dos quais estão vivendo em acampamentos no lado de fora da cidade, com pouca proteção do calor do verão.

"Se não houver reconstruções, as pessoas não voltarem para suas casas e recuperarem seus pertences, qual o significado da libertação?", disse Mohammed Haji Ahmed, de 43 anos, um vendedor de roupas, no acampamento de Hassan Sham, ao leste de Mossul.

No começo do sábado, um porta-voz militar disse que as linhas de defesas dos insurgentes haviam colapsado, segundo uma emissora de televisão estatal. "Estamos nos últimos metros e a vitória final será anunciada", disse uma apresentadora, citando correspondentes entre as forças de segurança que combatem os jihadistas do Estado Islâmico (EI) na Cidade Velha. "É uma questão de horas", acrescentou ela.

Mas o site de propaganda jihadista Amaq reportou "batalhas ferozes" no distrito de Maydan e disse que os soldados estavam "mantendo suas posições". "Os soldados do Estado Islâmico estão coletivamente prometendo (lutar até a) morte em Maydan", informou.

Explosões de artilharia e tiros ainda eram ouvidos durante a tarde de sábado e uma coluna de fumaça sobrevoou a margem do rio na Cidade Velha.

Uma coalizão liderada pelos EUA está fornecendo apoio aéreo e terrestre na campanha de oito meses para recuperar Mossul, de longe a maior cidade tomada pelo Estado Islâmico, em 2014. Há quase três anos, o líder do grupo extremista, Abu Bakr al-Baghdadi, declarou um "califado", juntando partes do Iraque e da Síria. / REUTERS

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