Exército israelense alerta para guerra iminente

Na mais séria advertência até agora, o Exército do Estado judeu aconselhou os israelenses a pegar máscaras contra gás e a vedar pelo menos um aposento de suas residências, em preparação para uma guerra liderada pelos EUA contra o Iraque.O aviso foi feito depois de semanas de preparações organizadas por oficiais israelenses e o aumento da presença de tropas americanas no Golfo Pérsico."Quero enfatizar agora - estejam prontos, renovem suas máscaras e terminem de comprar equipamento para isolar salas", disse a general de brigada Ruth Yaron, porta-voz das Forças Armadas, em diversos programas de rádio.Centenas de pessoas correram aos centros de distribuição de máscaras depois de ouvir o anúncio. Algumas trocaram as velhas por novas. Outras foram apanhar uma pela primeira vez."Agora é oficial. A guerra vai começar muito em breve", entendeu Abed Abarijmi, 40 anos, um árabe israelense que foi a um centro de distribuição depois de ouvir a notícia pelo rádio, enquanto rezava com seus filhos. Ele apanhou oito máscaras.O major-general Aharon Zeevi-Farkash, chefe da inteligência militar israelense, afirmou numa comissão parlamentar na terça-feira que um ataque liderado pelos EUA pode ocorrer já na próxima semana, e que Saddam Hussein pode retaliar.Durante a Guerra do Golfo de 1991, o Iraque lançou 39 mísseis Scud contra cidades israelenses, causando grandes danos e matando uma pessoa.Autoridades iraquianas, que em 1991 ameaçavam atacar Israel, dizem agora que não têm mais capacidade de fazê-lo. E apesar de oficiais israelenses avaliarem não ser provável um ataque iraquiano e minimizarem a ameaça de armas químicas e biológicas, eles têm sublinhado a importância de uma boa preparação para tal risco. Os militares também destacam que Israel está hoje mais bem preparado para conter um ataque do que em 1991.Israel dispõe agora do Arrow, o primeiro sistema antimísseis plenamente instalado no mundo. O Estado judeu e os EUA já gastaram mais de US$ 2 bilhões para desenvolver o Arrow, e testes têm sido encorajadores, mas o sistema ainda tem de enfrentar um verdadeiro míssil inimigo.

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