Exército israelense anuncia prisão de 31 palestinos

O Exército israelense anunciou neste domingo ter detido 31 ativistas palestinos, três dos quais possíveis "kamikazes", desde a reocupação da região de Belém, ocorrida na sexta- feira.Os três supostos "kamikazes", dois homens e uma mulher ativistas da Fatah, o movimento do dirigente palestino Yasser Arafat, preparavam-se para cometer um atentado suicida em território israelense, informou um porta-voz do exército.A reocupação de Belém, evacuada em agosto após um acordo com os palestinos, foi decidida em consequência do atentado suicida contra um ônibus em Jerusalém, que matou 11 pessoas, incluindo o próprio autor. Outros sete possíveis membros da resistência palestina foram detidos no sábado de madrugada em Bait Umar, aldeia do distrito cisjordano de Hebron, em Ramalah e Jenin.Um palestino de 70 anos foi morto hoje numa troca de tiros na entrada da cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia. Ahmed Shteyeh, originário da vila de Salem (norte), visitava a filha.O exército levantou o cerco a uma mesquita em Toubas, perto de Jenin, no norte da Cisjordânia, sem proceder a detenções, apesar de no seu interior estar refugiado um possível ativista palestino do movimento islâmico Jihad Islâmica. Também foi suspenso o toque de recolher obrigatório que vigorava desde há três dias em seis das grandes cidades de fixação palestina, tais como Jenin, Ramalah e Jericó, mas continua sendo mantido nas restantes por razões de segurança.O ministro da Defesa israelense, Shaúl Mofaz, acusou hoje o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, de ter recorrido ao "terrorismo" para interferir na campanha eleitoral em andamento em Israel."Arafat e a Autoridade Palestina tentam por meio do terrorismo não apenas matar os nossos compatriotas, mas também interferir na campanha para as eleições democráticas de Israel", acusou Mofaz, que participa da campanha eleitoral para as legislativas antecipadas de 28 de janeiro."Nós não temos intenções de aceitar isso. Arafat está comodamente na Mukata (seu quartel-general) e ri-se, e nenhuma autoridade palestina mexe um dedo contra o terrorismo", declarou uma autoridade próximo de Mofaz ao jornal "Maariv".Este quadro de guerra condiciona até os serviços religiosos, porque os crentes estão impedidos de circular na rua.Duas dezenas de palestinos cristãos assistiram hoje à missa das festividades de Santa Catarina, entrando no templo discretamente pelas portas laterais da Basílica da Natividade.O culto foi oficiado na igreja católica de Santa Catarina, anexa à basílica, e a ela apenas assistiram os 31 frades franciscanos de Belém, várias freiras e esses 20 palestinos, quando o templo habitualmente acolhe 500 pessoas. Belém continua sob toque de recolher obrigatório e foi declarada na sexta-feira "zona militar fechada", depois de o exército israelense ter reocupado a cidade. Devido a isto, os cerca de 12 mil cristãos de Belém não puderam assistir à missa de hoje, dia das festividade em honra da sua santa padroeira.

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