Exército israelense mata palestino de 11 anos

Um garoto palestino de 11 anos foi assassinado e outras duas crianças foram feridas por disparos de soldados israelenses neste sábado na Faixa de Gaza, em uma região onde militantes palestinos e militares judeus têm travado tiroteios no atual conflito no Oriente Médio. A violência persistiu depois de agentes de segurança israelenses e palestinos não terem chegado a um acordo para executar as recomendações de uma comissão chefiada pelo ex-senador norte-americano George Mitchell com o objetivo de pôr fim a meses de enfrentamento. Testemunhas palestinas contaram que as crianças estavam brincando quando foram baleadas por soldados israelenses que estavam numa torre de observação a 300 metros de distância. O porta-voz do Exército de Israel não quis comentar a morte do garoto, mas disse que durante o dia alguns militantes palestinos do campo de refugiados de Raffah dispararam tiros e lançaram granadas e bombas incendiárias contra o posto, o que teria sido a causa da reação dos soldados. O garoto assassinado foi identificado como Khalil Ibrahim Al-Mugrabi por funcionários do hospital de Raffah, na fronteira com o Egito. De acordo com os médicos, a vítima fatal foi baleada na cabeça. Um garoto de 10 anos foi gravemente ferido por um tiro no estômago. Um terceiro garoto, de 12 anos, sofreu lesões moderadas. Mohammed Abu-Shikadem, de 29 anos, que estava nos arredores quando os tiros foram disparados, relatou que um grupo de cerca de 30 crianças estava brincando nas proximidades do campo de refugiados quando ele ouviu uma rajada de metralhadora vinda da direção do posto israelense. Toque de recolher - Ainda hoje, trocas de tiros na cidade cisjordaniana de Hebron levaram o Exército de Israel a declarar toque de recolher no centro da cidade, deixando dezenas de milhares de palestinos sob uma virtual prisão domiciliar. Os toques de recolher foram levantados e restabelecidos diversas vezes desde 28 de setembro de 2000, quando teve início a atual onda de violência no Oriente Médio, após uma visita de Ariel Sharon, hoje primeiro-ministro de Israel, à Esplanada das Mesquitas, sagrada para judeus e muçulmanos. Dois soldados israelenses ficaram levemente feridos após a explosão de uma bomba, plantada no acostamento de uma estrada, no momento em que um veículo do Exército passava pelas proximidades de Asira Al Shimaliye, perto de Nablus, na Cisjordânia, disse um porta-voz.

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