Exército israelense tem pior dia de combate com o Hezbollah

O grupo xiita libanês Hezbollah causou um número significativo de baixas entre as tropas israelenses em confrontos pelo controle de uma importante cidade do sul do Líbano nesta quarta-feira. Segundo militares israelenses, nove soldados foram mortos, o maior número de baixas em uma única batalha desde o início da ofensiva israelenese em solo libanês; já para o Hezbollah, seus militantes mataram ao menos 13 soldados.As mortes ocorreram após um intenso confronto em Bint Jbail, cidade que Israel tenta tomar há quatro dias. O Hezbollah informou que seus guerrilheiros emboscaram uma unidade israelense nos subúrbios da cidade. "Os corpos dos soldados permanecem no local entre os destroços dos veículos em chamas", anunciou a rede de televisão do Hezbollah, a Al-Manar TV. Segundo a Al-Arabiya, ao menos 14 soldados israelenses morreram, enquanto a Al-Jazira informou que 13 morreram e outros 12 ficaram feridos por causa da batalha.Segundo o porta-voz do Hezbollah, Hussein Rahhal, "13 israelenses foram queimados vivos em seus tanques" durante a batalha. O Hezbollah disse que as forças israelenses tentam avançar na direção de um hospital de Bint Jbail. O Exército conquistou pequenos pontos dentro desta cidade, mas não o seu centro, informou Mahmoud Komati, militante do alto-escalão do grupo libanês. Segundo o Exército israelense, vários militantes do Hezbollah se esconderam em uma mesquita. Komati, porém, negou e disse que os que estão no templo são civis.Bint Jbail tem uma grande importância simbólica para os muçulmanos xiitas membros do Hezbollah, pois possui a maior comunidade xiita no sul do país e foi conhecida como a "capital da resistência" durante a ocupação israelense de 1982 até 1990 por causa de seu veemente suporte ao Hezbollah.Outras batalhasTambém nesta quarta-feira, milicianos do Hezbollah lançaram uma de suas maiores baterias de mísseis contra o norte de Israel - 119 foguetes que feriram ao menos 31 pessoas e danificaram edifícios.As forças israelenses enfrentaram um outro violento confronto com guerrilheiros do Hezbollah em Maroun al-Ras, no sul do Líbano, cidade tomada por Israel no fim de semana, informou o Exército sem dar mais detalhes. Segundo o Hezbollah, quatro soldados israelenses foram mortos neste confronto.Desde o início das batalhas, ao menos 422 pessoas, a maioria civis, foram mortas no Líbano, segundo informaram o Ministério da Saúde, o Hezbollah e militares. Mais de 750 mil libaneses abandonaram seus lares. Pelo menos 42 baixas israelenses foram confirmadas, incluindo 24 militares.Ataques aéreosJatos israelenses fizeram 15 ataques aéreos no sul do Líbano nesta quarta-feira. O último deles destruiu por completo um prédio de seis andares. Segundo testemunhas, o edifício estava vazio. Uma pessoa também foi morta em um ataque aéreo que destruiu o quartel-general do movimento xiita Amal, na cidade de Zefta, no sul do Líbano.Enquanto a incursão israelense continua, um proeminente líder do Hezbollah disse que seu grupo não esperava tal ofensiva por parte de Israel quando seqüestraram os dois soldados israelenses, em 12 de julho. "A verdade é que (...) nós nunca esperamos (essa) resposta (...) Israel deverá explorar essa operação para a grande guerra que eles travaram contra nós", informou Komati.No dia 25 de junho, milicianos palestinos ligados ao Hamas invadiram uma base militar em solo israelense e seqüestram o soldado Gilad Shalit, de 19 anos. Cinco combatentes palestinos morreram e pelo menos seis soldados israelenses ficam feridos. O Hamas afirmou que só dará informações sobre o soldado se cerca de mil prisioneiros palestinos, em sua maioria mulheres e crianças, forem libertados. Em resposta, forças terrestres do Exército israelense invadiram Gaza.Como forma de apoio aos palestinos, membros do grupo libanês Hezbollah fizeram, no último dia 12, um ataque a militares que estavam próximos à fronteira, matando oito soldados e seqüestrando outros dois. Como represália, o Estado judeu invadiu o Líbano e, desse modo, abriu uma nova frente de batalha em sua ofensiva contra os militantes islâmicos.

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