Exército liberta 600 argelinos de refinaria, diz agência oficial

Sete estrangeiros que eram mantidos reféns estão vivos após ataque das Forças Armadas da Argélia

estadão.com.br,

17 de janeiro de 2013 | 15h40

(Texto atualizado às 19h30) ARGEL - Sete estrangeiros que eram mantidos reféns por extremistas islâmicos ligados à Al-Qaeda em uma refinaria na cidade de In Amenas, na Argélia, estão vivos, informou um dos sequestradores à agência mauritana ANI. Dos sobreviventes, três são belgas, dois norte-americanos, um japonês e um britânico.

As Forças Armadas da Argélia atacaram a refinaria deixando dezenas de pessoas mortas. Segundo a Reuters, citando autoridades argelinas, pelo menos 30 reféns, entre eles sete estrangeiros, e 11 sequestradores foram mortos.

O Exército libertou, de acordo com a agência oficial local APS, 600 trabalhadores argelinos sequestrados e dezenas de cidadãos estrangeiros nesta quinta-feira, 17. A agência não deu detalhes da libertação.

As informações sobre a ação das Forças Armadas argelinas ainda são confusas. Algumas agências informam que ela foi feita por ar, com helicópteros.

Mais cedo, dezenas de reféns conseguiram fugir do local. O jornal New York Times afirma, citando um jornal argelino e um oficial local, que 50 reféns, entre eles 10 estrangeiros, conseguiram fugir da refinaria. Agências de notícias citam números menores.

Motivação

O sequestro começou como represália à intervenção das Forças Armadas francesas no Mali e à permissão dada pela Argélia para que a França use o espaço aéreo do país para bombardear o território do vizinho africano.

Os terroristas, ligados à Al-Qaeda, entraram no local quarta-feira e exigiam saída livre da refinaria e a garantia de um corredor para chegarem ao território malinês.

Com informações são da Efe

 
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