Exército mata 22 supostos terroristas na Argélia

A operação nas regiões de Biskra, Batna, Khenchela e Tebesa deixa sete soldados mortos

Associated Press e Agência Estado,

08 de outubro de 2007 | 04h20

Uma operação militar contra um grupo suspeito de ligação com a rede extremista Al-Qaeda resultou na morte de sete soldados e de 22 supostos rebeldes ao longo dos últimos dias na Argélia. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 8, pelo jornal Liberté. Funcionários do governo não foram imediatamente encontrados para comentar o assunto. A campanha de repressão citada pelo Liberté começou na última quinta-feira na região de Tebessa, mais de 600 quilômetros ao leste de Argel, a capital argelina. A ação militar foi preparada com base nas informações fornecidas por 11 pessoas detidas na semana passada sob suspeita de participação num ataque promovido em 6 de setembro contra o comboio que levava o presidente Abdulaziz Bouteflika. O ataque ao presidente, que escapou ileso, provocou a morte de 22 pessoas e do militante suicida que promoveu o ato. A autoria da ação foi reivindicada pela Al-Qaeda no Magreb (Norte da África) Islâmico, originada de uma facção do Grupo Islâmico Armado (GIA).A Argélia vive nos últimos meses uma retomada da violência depois de um período de relativa calma. Mais de 200.000 pessoas - entre supostos extremistas, civis e forças de segurança - perderam a vida desde o início de uma rebelião islâmica em 1992, quando o Exército cancelou eleições cuja vitória de partidos islâmicos parecia certa.

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