Alexandre Meneghini/AP
Alexandre Meneghini/AP

Exército mexicano prende um dos líderes do cartel de Sinaloa

''Águia'' era um dos principais chefes da quadrilha liderada por ''El Chapo'', o homem mais procurado do país

, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2011 | 00h00

CIDADE DO MÉXICO

O Exército mexicano anunciou ontem a prisão do novo líder do cartel de Sinaloa, Martin Beltrán Coronel. Conhecido como "Águia", ele foi preso com outras quatro pessoas em Zapopán, cidade localizada a 550 quilômetros a oeste da Cidade do México. Beltrán assumiu o controle da facção criminosa após a morte de seu tio Ignacio "Nacho Coronel" em julho.

As prisões foram feitas na quinta-feira. Beltrán foi detido na mesma região em que o tio foi morto. Segundo o general Edgar Luis Villegas, ele foi promovido na liderança do cartel pelo próprio Joaquin "El Chapo" Guzmán, considerado o líder máximo do grupo e um dos barões da droga mais procurados no México e nos Estados Unidos.

Segundo testemunhas, a operação para prender Beltrán contou com o reforço de um helicóptero. Foram detidos o suplente de Beltrán e três seguranças, entre eles duas mulheres. Nove armas, seis carros, joias e US$ 400 mil em dinheiro também foram apreendidos. O "Águia" era responsável pelo transporte da droga procedente da América Central e do Sul pela rota de tráfico do Pacífico, na costa oeste do México.

O tio de Beltrán, "Nacho", era o sócio-chave de Guzmán e a morte dele foi um dos maiores golpes contra a mais poderosa organização criminosa do país. Ao assumir o lugar do tio, o "Águia" conseguiu unir as facções do Estado de Jalisco - Nova Geração e Resistência - para manter o controle das operações na região.

A liderança das operações do "Águia" no cartel de Sinaloa podem ser assumidas por um de seus primos, José Ángel Carrasco Coronel, conhecido como "Changuel", que está foragido.

Valas clandestinas. Soldados continuam as buscas por corpos nas valas clandestinas encontradas no mês passado em Durango, Estado disputado pelos cartéis de Sinaloa e Los Zetas. Mais cinco vítimas foram encontradas ontem, aumentando a 201 o número de corpos encontrados. Segundo autoridades, algumas vítimas foram mortas há mais de quatro anos, enquanto outras foram sepultadas há apenas três meses. Entre as vítimas estão integrantes de gangues rivais, policiais e cidadãos desaparecidos. / AP, AFP e EFE

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