Exército norte-coreano afirma que não voltará a reunir-se com Coreia do Sul

Delegação militar norte-coreana acusou a Coreia do Sul de não favorecer a melhora das relações entre as duas nações e assegurou que o Exército sul-coreano é o único interessado em manter o alto nível de tensão na península

Efe,

10 de fevereiro de 2011 | 01h16

SEUL - O Exército da Coreia do Norte afirmou nesta quinta-feira, 10, que não voltará a sustentar um diálogo com a Coreia do Sul, depois de ter finalizado sem resultados, na quarta-feira, 9, uma reunião militar de trabalho de dois dias destinada a reduzir a tensão na zona.

 

Em comunicado citado pela agência sul-coreana Yonhap, a delegação militar norte-coreana acusou a Coreia do Sul de não favorecer a melhora das relações entre as duas nações e assegurou que o Exército sul-coreano é o único interessado em manter o alto nível de tensão na península.

 

Ainda na quarta-feira, as delegações das duas Coreias, lideradas por coronéis, fracassaram na tentativa de organizar uma reunião militar de alto nível para diminuir a tensão na zona após o bombardeio norte-coreano em novembro contra a ilha sul-coreana de Yeonpyeong.

 

O incidente na zona fronteiriça do Mar Amarelo (Mar Ocidental) provocou a morte de dois civis e dois militares sul-coreanos e deteriorou as já frágeis relações entre as duas Coreias.

 

A reunião militar finalizada na quarta-feira era considerada a primeira oportunidade para que Seul e Pyongyang retomassem os diálogos.

 

A Coreia do Sul exigiu nas conversas que o regime norte-coreano se responsabilizasse pelo ataque contra Yeonpyeong e reconhecesse sua participação no afundamento em março da embarcação Cheonan, no qual morreram 46 tripulantes.

 

Segundo indicou o chefe sul-coreano nas negociações, coronel Moon Sang-gyun, os interlocutores norte-coreanos se negaram a satisfazer as condições e abandonaram a mesa de negociação.

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