Exército paquistanês captura porta-voz dos talebans

Mais de 1.700 insurgentes e cerca de 200 soldados morreram em combates até agora

Efe,

11 de setembro de 2009 | 04h44

As forças de segurança paquistaneses detiveram um destacado líder insurgente que exercia como porta-voz dos talebans no vale de Swat (norte), informou nesta sexta-feira, 11, o porta-voz do Exército, Athar Abbas.

 

"Sim, detivemos a Muslim Khan. Mas não podemos dar mais detalhes nestes momentos, poderia ajudar aos insurgentes", explicou Abbas, que não explicou as circunstâncias da detenção do porta-voz de

Tehrik-El-Talibã Paquistão (TTP+), movimento que aglutina diversas facções talebans do país.

 

Abbas acrescentou que as forças que comanda também têm sob sua custódia outro importante líder da região, o comandante Mahmoud Khan. A notícia chega depois que hoje o jornal paquistanês The News

divulgasse a existência de supostas conversas secretas durante os últimos oito dias de cinco membros da cúpula taleban em Swat, entre eles Muslim Khan e Mahmoud Khan, com o comando militar.

 

De acordo com o diário, que cita fontes da insurgência, os representantes talebans se encontravam em paradeiro desconhecido há pelo menos três dias e se suspeitava que tivessem sido detidos pelas forças de segurança.

 

As autoridades paquistanesas tinham oferecido meses atrás uma recompensa de 10 milhões de rúpias (US$ 120 mil) por qualquer informação que ajudasse a capturar tanto a Muslim Khan como a Mehmood Khan.

 

O Exército paquistanês deu por concluído em julho uma operação de grande escala que lançou no final de abril em Swat e outros distritos adjacentes depois que os talebans aproveitassem uma trégua

para expandir-se a outros territórios.

 

Até o momento, mais de 1.700 insurgentes e cerca de 200 soldados morreram nos combates, que também feriram o líder do TTP na região, o mulá Fazlullah, que se encontra em paradeiro desconhecido, segundo o comando militar.

 

Os talebans paquistaneses se encontram em um momento de fraqueza, estão sofrendo contínuas detenções e deserções e acabam de superar uma disputada transição de poder após a morte, em agosto, do líder Baitulah Mehsud, em um ataque com mísseis dos EUA.

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