Exército paquistanês declara trégua para funerais de civis

Pelo menos 250 pessoas morrem, incluindo civis, em quatro dias de confrontos entre rebeldes e militares

Associated Press e Agência Estado,

10 de outubro de 2007 | 13h45

Os habitantes das aldeias paquistanesas bombardeadas pelo Exército do país conseguiram uma trégua para sepultar seus mortos nesta quarta-feira, 10, segundo revelou um representante comunitário.  Quatro dias de confrontos entre soldados paquistaneses e militantes islâmicos na área semi-autônoma de Waziristão do Norte resultaram na morte de aproximadamente 250 pessoas. Trata-se de um dos piores confrontos ocorridos em solo paquistanês desde que Islamabad decidiu apoiar Washington em sua guerra ao terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. Apesar de os moradores terem ouvido explosões durante a madrugada, não houve repetição dos choques iniciados no sábado e que provocaram a fuga de milhares de pessoas da região. Dez representantes de uma comunidade atingida pelos bombardeios visitaram hoje a base do Exército do Paquistão na cidade de Miran Shah para pedir um breve cessar-fogo, disse Hafiz Muhammad Wali, um professor que liderou o grupo. Oficiais do Exército asseguraram que "só por hoje não haveria ataques para que os mortos possam ser sepultados e os feridos, tratados", declarou Wali à Associated Press. Ele afirmou ter sido incumbido de anunciar a breve trégua aos habitantes de Mir Ali, vilarejo em torno do qual concentraram-se os confrontos. O general Waheed Arshad, porta-voz do Exército, confirmou o diálogo com líderes comunitários, mas não entrou em detalhes. Na terça-feira, entre 50 e 60 pessoas morreram num bombardeio paquistanês a Epi, nas proximidades de Mir Ali. Moradores denunciam que a maior parte das vítimas é composta por civis. O Exército paquistanês alega que cerca de 50 rebeldes morreram, mas admite que civis também perderam a vida.

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