Exército paquistanês mata dezenas na fronteira afegã

Forças de segurança paquistanesas destruíram um esconderijo utilizado por terroristas em uma região tribal do país próxima à fronteira com o Afeganistão, matando 45 militantes. Segundo um oficial do exército, um comandante checheno ligado à Al-Qaeda estaria entre as vítimas do ataque. Um civil e um soldado também estão entre os mortos. A investida do governo paquistanês acontece poucos dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao país. A luta contra a Al-Qaeda e o Taliban estarão na agenda de discussões do presidente. Segundo o administrador da região tribal de Waziristan do Norte, Syed Zaheerul Islam, os militantes chegaram à região após realizarem um ataque dentro do Afeganistão. Três helicópteros atacaram o esconderijo na manhã desta quinta-feira, informou um porta-voz do exército. Entre os 45 mortos, estaria um comandante checheno identificado apenas pelo codinome Imam, disse uma fonte do exército que preferiu não ser identificada. O militante morreu após ter seu veículo de fuga atingido por um dos helicópteros que participavam da ação. Segundo a fonte, o comandante checheno estaria por trás da maioria dos ataques contra forças paquistanesas na fronteira do Afeganistão. "Ele era um dos homens fortes ligados à Al-Qaeda na região, e estava com três seguranças quando foi morto". A maioria dos outros militantes mortos eram de estados da Ásia Central e de países árabes. Segundo uma outra fonte anônima, um soldado morreu e dezenas de outros agentes das forças de segurança ficaram feridos durante a investida. Em retaliação ao ataque, estudantes fortemente armados prenderam oito paramilitares na região de Miran Shah, segundo um repórter da Associated Press que estava no local. Após capturar os soldados, os estudantes islâmicos impuseram o fechamento de todas as lojas da cidade. Aliado chave dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo, o Paquistão enviou recentemente milhares de soldados para a região de Waziristan do Norte, onde uma grande concentração de militantes islâmicos foi identificada. Funcionários do governo paquistanês negaram em outras ocasiões a ligação entre ações contra o terrorismo e acontecimentos nos EUA. A investido exército, no entanto, acontece três dias antes da chegada do presidente Bush ao país.

Agencia Estado,

01 Março 2006 | 14h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.