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Exército prende presidente de Honduras antes de plebiscito

Manuel Zelaya foi detido cerca de 2 horas antes do início de votação para reforma constitucional no país

EFE

28 de junho de 2009 | 11h08

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi detido hoje por militares e levado para instalações da Força Aérea, informou seu secretário particular, Eduardo Enrique Reina.

 

Reina disse à imprensa local que, "com muita preocupação, a Guarda de Honra informou que o presidente foi detido pelos militares e levado a (instalações da) Força Aérea".  Além de pedir ao povo e aos políticos hondurenhos que se "manifestem em defesa da democracia", o secretário afirmou que o caso "já foi denunciado à comunidade internacional".

 

Zelaya foi detido por militares entre 5h e 6h (8h e 9h de Brasília). Não momento da prisão, ele estava no palácio presidencial, que permanece cercado por cerca de 300 soldados.  A detenção do chefe de Estado aconteceu aproximadamente duas horas antes do início da "consulta popular" convocada por Zelaya para votar uma reforma constitucional, declarada ilegal por órgãos como o Parlamento e a Suprema Corte.

 

Pouco mais de uma hora depois da detenção de Zelaya, por volta das 7h (10h de Brasília), a transmissão das rádios foi interrompida por instantes, mas voltou ao normal após alguns minutos. Os meios de comunicação estão pedindo à população que fique em casa e aguarde um comunicado oficial de uma autoridade não especificada. A recusa das Forças Armadas em colaborar com o presidente na consulta mantinha o país numa situação de crise política há alguns dias.

 

Protestos e greve geral

 

A polícia hondurenha dispersou um protesto no centro de Tegucigalpa de partidários do presidente com bombas de gás. Carros blindados e tanques estão nas ruas da capital do país.  Milhares de pessoas se concentram em frente à residência presidencial de Honduras, na capital Tegucigalpa, para fazer uma "resistência pacífica".

 

Cerca de três mil simpatizantes de Zelaya protestam em frente à sede do governo, que permanece isolado por um forte dispositivo militar de segurança, sem que até o momento incidentes tenham sido registrados, informaram os organizadores da manifestação.

 

"Estamos convocando uma greve geral a partir de amanhã", afirmou à Agência Efe o presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos em Honduras (Codeh), Andrés Pavón, um dos organizadores da manifestação.

 

Na quarta-feira, Zelaya destituiu o chefe das Forças Armadas hondurenhas, Romeo Vásquez. Dois dias depois, o presidente disse que Vásquez continuava no cargo e que apenas havia anunciado a destituiçãodo oficial, não chegando a executá-la.

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