Exército prende presidente hondurenho antes de referendo

Soldados do Exército de Honduras prenderam na madrugada de hoje o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, depois de desarmar os seguranças que cuidavam de sua residência, e o levaram a uma base aérea nos arredores de Tegucigalpa, capital do país, informou hoje o secretário particular da Presidência, Carlos Enrique Reina.

AE-AP, Agencia Estado

28 de junho de 2009 | 12h13

Antes da prisão, Zelaya havia prometido seguir em frente neste domingo com um polêmico referendo para decidir sobre mudanças na Constituição que permitiriam sua reeleição, apesar da oposição da Suprema Corte, militares, Congresso e membros de seu próprio partido. O mandato de Zelaya, eleito em 2006, vence em janeiro de 2010.

O líder sindical e aliado de Zelaya, Rafael Alegria, classificou a ação de "golpe de estado". "É lamentável", disse ele à rádio hondurenha Cadena de Noticias. Segundo Alegria, tiros foram disparados durante a prisão de Zelaya, mas "não se sabe exatamente o que aconteceu".

Zelaya, que contava com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do ex-líder cubano Fidel Castro, insistia em realizar o referendo hoje, embora a consulta popular tivesse sido considerada ilegal pela Suprema Corte.

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