Exército reconhece ter matado 70 palestinos em Gaza

O Exército israelense anunciou neste sábado que desde o começo de sua incursão na Faixa de Gaza, há treze dias, matou cerca de 70 palestinos, informou hoje a rádio pública israelense.O Exército reconhece ter causado estas mortes, a maioria durante os últimos três dias, mas nega estar envolvido na de uma mãe e seus dois filhos em uma explosão registrada ontem no bairro de Ash Shiyaiya, ao leste da Faixa de Gaza.Enquanto isso, as forças aéreas do Exército israelense voltaram aatacar uma estação de transformadores que abastece a localidadede Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza.A falta de eletricidade afeta grande parte da população da Faixa de Gaza, e organizações humanitárias afirmam que os palestinos nesse território estão à beira de uma catástrofe.Em comunicado conjunto, a UNRWA - agência da ONU que ajuda os refugiados palestinos - e a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiram que os hospitais de Gaza só têm combustível para fazer funcionar seus geradores de eletricidade durante mais duas semanas.Além da estação elétrica, o Exército disparou contra um edifício do movimento nacionalista Fatah no sul de Gaza, uma ponte ao norte edois grupos de palestinos que, segundo a emissora, se preparavampara lançar mísseis contra Israel.Fontes palestinas citadas pela emissora afirmam que quatro ativistas da Jihad Islâmica ficaram feridos.Além disso, fontes palestinas afirmaram que soldados israelenses voltaram à zona onde ficava o assentamento judaico de Doguit, antes de sua evacuação e posterior destruição, há quase um ano.O Exército saiu ontem de Doguit, no extremo norte da Faixa de Gaza, após tomar posições no local dias antes nesta semana.

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