EFE/Estado Islâmico
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Exército russo investiga possível morte de líder do Estado Islâmico em bombardeio

Kremlin e coalizão internacional liderada pelos EUA ainda não confirmaram a informação; Abu Bakr al-Bagdadi já foi considerado morto por Washington várias vezes

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2017 | 07h23
Atualizado 16 de junho de 2017 | 11h18

MOSCOU - O Exército russo anunciou nesta sexta-feira, 16, que bombardeou no dia 28 de maio uma área em Raqqa, na Síria, onde acontecia uma reunião de líderes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e está verificando se o comandante da organização, Abu Bakr al-Bagdadi, morreu no ataque.

O bombardeio tinha como alvo uma reunião de líderes do movimento jihadista "na qual participava seu chefe Abu Bakr al-Bagdadi", afirma um comunicado divulgado pelo Exército. "Estamos verificando por vários canais se Al-Bagdadi foi eliminado", completa o texto.

O comunicado afirma que o comando do contingente militar russo na Síria "recebeu, no fim de maio, informações sobre a celebração de uma reunião de dirigentes da organização Estado Islâmico na periferia sul de Raqqa".

"A verificação das informações permitiu estabelecer que o objetivo do encontro era a organização de comboios de saída para os combatentes de Raqqa através do 'corredor sul'", indicou o Exército russo.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse que não pode confirmar a morte de Al-Bagdadi. “Naturalmente, estou ciente da informação, mas não tenho uma confirmação absoluta”, afirmou o chanceler em uma coletiva de imprensa.

Lavrov disse que as notícias sobre a morte de líderes de grupos terroristas sempre “fazem muito barulho” sem que isso repercuta de fato no funcionamento das organizações, que não demoram a “recuperar sua capacidade de combate”.

A coalizão internacional liderada pelos EUA afirmou que também não pode confirmar o anúncio de Moscou sobre a morte de Al-Bagdadi. Aos ser questionado pela agência de notícias France-Presse sobre o tema, Ryan Dillon, porta-voz da coalizão antijihadista, respondeu: "Não podemos confirmar estas informações no momento".

A principal milícia curdo-síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG, na sigla em curdo), declarou que não dispõe de informação sobre a suposta morte do líder do EI. "Não tenho informação e não quero fazer nenhum comentário", disse o porta-voz das YPG, Nuri Mahmoud.

As YPG são o membro mais importante das Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada que integra vários grupos e que desde novembro realiza uma ofensiva contra o EI em Raqqa. As FSD contam com o apoio da coalizão internacional.

Poderoso e discreto, Al-Bagdadi transformou o EI em uma organização temida, responsável por vários atentados violentos ao redor do planeta. Washington já o considerou morto em diversas ocasiões. O líder jihadista não dá sinais de vida desde uma gravação de áudio divulgada em novembro, pouco depois do início da ofensiva do Exército de Bagdá contra Mossul, o reduto do EI no Iraque.

O Exército russo afirma que matou vários "altos dirigentes" do EI, quase "30 chefes de guerra e até 300 combatentes". / AFP e EFE

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