Exército sírio ataca arredores de vila cristã

Tropas sírias lançaram um ataque nesta segunda-feira contra colinas nas proximidades da vila de Maaloula, habitada majoritariamente por cristãos, dois dias depois de forças rebeldes terem capturado a antiga comunidade, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres.

Agência Estado

09 Setembro 2013 | 12h57

De acordo com o grupo, combatentes da Jabhat al-Nusra (Frente Nusra), ligada à Al-Qaeda, e da Frente de Libertação Qalamon continuam a controlar a antiga vila, que abriga dois dos mais antigos monastérios remanescentes na Síria. Os rebeldes capturaram a vila no sábado.

Os confrontos no interior e nas proximidades de Maaloula chegaram ao sexto dia nesta segunda-feira. Em vídeo divulgado no domingo, os rebeldes disseram que sairão da cidade após ter alcançado o objetivo de tomar um posto do Exército localizado na vila.

Rami Abdul-Rahman, diretor do Observatório, disse que tropas atacaram as colinas ao redor de Maaloula nas primeiras horas desta segunda-feira. Segundo ele, o objetivo das tropas parece ser "isolar os rebeldes no interior da vila".

Maaloula, que é famosa por abrigar dois dos mais antigos monastérios remanescentes da Síria, está praticamente vazia. Apenas 50 moradores locais ainda permanecem por lá, segundo um habitante que deixou a região nos últimos dias. A fonte, que falou em condição de anonimato por temer represálias dos rebeldes, disse que uma trégua foi estabelecida na manhã desta segunda-feira para que paramédicos retirassem dez cristãos feridos da vila.

Ele informou também que uma igreja e o lado oeste da vila foram queimados.

Uma freira da vila disse à emissora de televisão libanesa Al-Mayadeen que a integrantes da Frente Nusra ainda estão no controle da vila. Ela contou também que eles entraram em seu convento na manhã de hoje e tiraram fotografias e fizeram vídeos no local.

"O Exército sírio está na periferia", disse Pelagia Sayaf, que comanda o convento Mar Takla. "Nós só sabemos o que está acontecendo no convento, não sabemos nada sobre o que ocorre do lado de fora ou se alguém foi morto ou sequestrado...há confrontos esporádicos e eu ouço o barulho de aviões de guerra."

No vídeo divulgado pelos rebeldes, um comandante mascarado, cercado por homens também mascarados e armados, diz que os rebeldes vão se retirar da cidade após "explodir este posto usado para prejudicar muçulmanos". Ele acrescentou que "em breve sairemos da cidade não por medo, mas para deixar as casas para seus donos". Fonte: Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.