Exército sírio e rebeldes se enfrentam

O exército da Síria avançou durante pesadas batalhes com os rebeldes neste sábado e capturou uma vila em uma área estratégica da província de Homs, perto da fronteira com o Líbano, segundo informações de ativistas e da imprensa da capital Damasco. Os últimos combates ocorreram depois de autoridades dos EUA afirmarem na última semana que o governo de Barack Obama está preparado para enviar mais ajuda militar não letal para os rebeldes que tentam derrubar o regime de Bashar Assad.

Agência Estado

20 de abril de 2013 | 12h25

Os conflitos em torno da cidade de Qusair, perto da fronteira com o Líbano, se intensificaram durante as duas últimas semanas em meio a uma nova ofensiva do exército sírio e da milícia favorável ao governo conhecida como Comitês Populares, que é apoiada pelo grupo militante libanês Hezbollah. A agência de notícias estatal SANA afirmou que as tropas do governo ganharam controle de quatro vilas da província de Homs neste sábado - Qadesh, Mansourieh, Saadiyeh and Radwaniyeh, todas próximas a Qusair.

O britânico Observatório de Direitos Humanos disse que seis rebeldes morreram no combate e que o exército tomou o controle total de Radwaniyeh. Os Comitês de Coordenação Local, outro grupo ativista, afirmaram que aviões de guerra sírios participaram dos combates.

No lado libanês da fronteira, escolas foram esvaziadas neste sábado nas vilas de maioria xiita de al-Qasr, Bouweydah e Hawch em razão dos receios de que os rebeldes possam ter como alvo os moradores locais. Segundo a estatal Agência de Notícias Nacional, dois foguetes caíram perto de al-Qasr, causando danos substanciais. Na semana passada, foguetes disparados a partir do lado sírio da fronteira mataram duas pessoas em al-Qasr e Hawch.

A região da fronteira perto da capital da província de Homs é estratégica porque liga Damasco a um enclave costeiro que é o centro dos alauitas, uma etnia da qual Assad descende, e é onde ficam dois importantes portos marítimos, Latakia e Tartus. Boa parte dos rebeldes pertence à maioria sunita da Síria.

A guerra civil da Síria, que começou como protestos pacíficos contra o governo de Assad, já deixou mais de 70 mil mortos, segundo a ONU. As informações são da Associated Press.

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