Exército sudanês retira parte das tropas do sul

O Exército do Sudão anunciou neste domingo que retirou um terço dos 46.403 soldados que mantinha no sul do país, em cumprimento ao acordo de paz assinado em janeiro de 2005 com o Exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS). O general-de-brigada Ozman Mohammed al Agbach, porta-voz do Exército sudanês, afirmou que 16.699 militares foram retirados do sul nas duas primeiras fases da retirada. "Os 29.704 militares restantes serão retirados durante a terceira fase, que terminará em julho próximo", disse Agbach, que adiantou que outros 13 mil soldados permanecerão no sul, por estarem incluídos em unidades conjuntas com membros do EPLS. O general lembrou que a retirada de forças tanto do governo como dos combatentes do EPLS acontece dentro do protocolo de assuntos de segurança, incluído no acordo de paz, que colocou fim a mais de duas décadas de guerra civil no sul, na qual morreram quase dois milhões de pessoas. "A aplicação do protocolo afrontou vários problemas, entre eles o não cumprimento por parte do EPLS de retirar suas forças da cidade de Hamechkureib, próxima à fronteira com a Eritréia, no leste do país", disse o porta-voz. Também, continuou Agbach, o EPLS não cumpriu o convênio ao ter estabelecido seus altos comandantes na cidade de Juba, que não está nas localidades onde esses responsáveis devem estar mobilizados. O general negou que o Exército sudanês preste apoio aos combatentes ugandenses do "Exército do Senhor", já que, segundo ele, "todas as operações desse grupo são realizadas em zonas limítrofes do oeste, nas proximidades com a vizinha República d Congo, que já não estão sob nosso controle". O militar disse que as forças do EPLS controlam agora as regiões que foram abandonadas pelas tropas governamentais.

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